Lubango: Cidadã com deficiência física abandonada pela família clama por socorro das autoridades
Uma cidadã com deficiência física, de nome Mbeia, está viver no mercado do Mutundo com seus cinco filhos após ter sido expulsa pela sua família na localidade do Desvio, setor do Toco, município do Hóque, província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com uma denúncia recebida pelo Na Mira do Crime, um dos filhos da senhora também possui deficiência física. Actualmente, eles vivem no interior do mercado do Mutundo sem as condições mínimas necessárias, sob o olhar indiferente das autoridades governamentais da cidade do Lubango, que até agora não tomaram nenhuma providência.
O activista cívico Manuel Tchissigui, falando em nome da senhora, descreveu a situação como lamentável e desumana. Segundo ele, a administração do mercado e a administração municipal do Lubango têm tratado o caso com indiferença, sem oferecer qualquer tipo de apoio.
Para se alimentar, a senhora e seus filhos dependem da caridade de quem passa pelo local. Quando conseguem algum dinheiro, compram alimentos de baixa qualidade, o que compromete ainda mais a saúde da família.
O activista revelou que essa família está no mercado do Mutundo desde Janeiro deste ano, vivendo em condições extremamente precárias. Entre os cinco filhos – três meninas e dois meninos –, um dos meninos, que também tem deficiência física, que tem partilhado a mesma cadeira de roda com a mãe.
Diante dessa situação, Manuel Tchissigui fez um apelo urgente às autoridades da província da Huíla e ao administrador municipal do Lubango para que ofereçam suporte a essa família. Ele sugere que seja providenciada uma moradia, mesmo que seja no lar da terceira idade, e que as crianças sejam matriculadas na escola.
Além disso, destaca que uma das meninas, já maior zinha, está com sarna em todo o corpo, situação visível no vídeo que denuncia o caso. A família também necessita de alimentação e assistência médica com urgência.
Por fim, o activista cobra acções concretas dos gabinetes de Ação Social, do INAC (Instituto Nacional da Criança) e de outras instituições responsáveis, para que demonstrem um verdadeiro compromisso com essa causa.







