"Muxima Plaza": Empresário prova por "a mais b" que é o proprietário do espaço após ter recebido a certidão do registo predial
O Na Mira do Crime segue milimetricamente o litígio entre o Estado angolano (Governo Provincial de Luanda), e o empresário Carlos Ramos, de 71 anos de idade, que reivindica uma expropriação de utilidade pública que nunca existiu, por um terreno que está localizado na zona onde foi construída os edifícios Muxima Plaza, onde o mesmo exige uma indemnização de 20 milhões de dólares norte-americanos.
Por: Cambundo Caholua
Na última segunda-feira (17), Carlos Ramos recebeu a certidão do registo predial em seu nome, o que prova por "a mais b" que é o proprietário do espaço em referência.
Em volta disso, o caso tem gerado muita polémica, uma vez que são acusadas várias figuras do aparelho governamental.
Com esse documento levantado na Conservatória do Registo Predial de Luanda -1ª Secção, Carlos acaba de provar e abrir os 'olhos' dos cépticos que afinal o espaço que reivindica por uma indemnização é uma herança familiar, e que a sua luta é justa.
"Não existe nem houve expropriação, nem documentos que comprovem tal acto, tomaram de assalto o meu imóvel, não indemnizaram até aos dias de hoje", observou.
O empresário explicou que o tribunal não decidiu por um lado a indemnização, mas por outra decidiu a seu favor, causando uma confusão na mesma sentença.
O mesmo acusa a PGR de, alegadamente, estar a esconder os “malfeitores do Estado, sendo estes responsáveis, na altura, Governadora de Luanda, Francisca Espírito Santo, Rui Cruz, PCA da IMOGESTIN, até a data e também PCA da PROMINVEST-LDA, assim como funcionários do notário que fizeram a escritura do direito de superfície, as empresas OFF SHORE que tomaram de assalto os espaço por conivência, a empresa ANGLOGEST que detinha quotas”, segundo consta nos registos.







