Ex-moradores do Lote 1 do Prenda denunciam abandono por parte das autoridades e vandalização dos seus bens deixados no prédio
Os ex-moradores desalojados do Prédio do Lote 1, no bairro do Prenda, município da Maianga, denunciam a vandalização dos seus bens deixados naquela infra-estrutura durante o desalojamento dos ocupantes em consequência do possível desabamento do imóvel.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Falando a reportagem do Na Mira do Crime, relataram que, após as autoridades orientarem os moradores a abandonar o prédio, todos os bens foram deixados no edifício, uma vez que apresentava evidências de desabamento e constituía um perigo de vida aos ocupantes.
As autoridades prometeram o realojamento da população, garantindo casas no Mayé Mayé.
A senhora Etelvina Fernandes avançou a nossa reportagem que as casas assim como o local, no Mayé Mayé, não apresentavam condições para habitabilidade, facto que obrigou a negarem às residências.
"Já se passaram dois anos desde que fomos despejados do prédio do Lote 1, as casas que nos foi dada não apresentavam condições, nem a zona, então mandaram-nos esperar e, até agora não nos dizem nada", contou.
O que mais preocupa aqueles moradores é o facto de terem sido informados pelos moradores do Prenda, que os bens deixados no edifício estão a ser vandalizados.
"Prometeram que a polícia protegeria o prédio para assegurar as nossas coisas, mas descobrimos que os marginais têm vandalizado o prédio, a maior parte dos pertences foram roubados, tudo porque a polícia não se faz presente no local", disse a nossa entrevistada.
"Quase tudo está a ser levado pelos marginais, os antigos vizinhos disseram que têm visto pessoas no interior dos compartimentos do prédio, a polícia não tem assegurado o prédio, tal como prometido e nós perguntamos quem vai pagar as nossas coisas?", questionou a senhora Maria Cassule.
Acrescentou que várias cartas foram enviadas a vários órgãos de soberania do País.
"Sabemos que o Estado é um ente de bem, mas não é o que observámos até ao momento, mesmo com cartas enviadas para que tivessem piedade de nós, não resolvem o nosso problema e, para piorar, as nossas coisas estão a ser roubadas”, lamentaram.
“Entreguem-nos as nossas casas, estamos cansados de viver em casas de familiares", pediram.







