SIC desmantela em Cacuaco estaleiro clandestino com mais de 300 mil litros de combustível
O Serviço de Investigação Criminal (SIC), no âmbito das acções em curso para combater o contrabando de combustíveis, através do seu Departamento Nacional de Investigação Criminal do Porto de Luanda, em coordenação com a Unidade de Polícia de Segurança Portuária, desmantelou, na quarta-feira (26), um estaleiro clandestino localizado no município de Cacuaco, província de Luanda, onde foram apreendidos 315 mil litros de gasóleo.
Por: Kihunga Bessa
Ao falar a imprensa, o director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC Geral, Superintendente-Chefe Manuel Halaiwa, esclareceu que foram apreendidas nove cisternas contendo, em sua maioria, petróleo iluminante e gasóleo.
O combustível era armazenado em viaturas paradas e em outras cisternas desmontadas. O porta-voz explicou que a grande quantidade de petróleo se deve à adição de uma substância que altera sua coloração para azulada, tornando-o semelhante ao gasóleo.
Essa fraude permite a comercialização ilegal do produto em diversos pontos de Luanda, com destaque para a fronteira do Luvo, na província do Zaire, e, consequentemente, na República Democrática do Congo.
Manuel Halaiwa revelou que, segundo as investigações, o estaleiro desmantelado pertence a um cidadão nacional que já havia sido alvo de uma operação semelhante na zona da Mabor, município do Cazenga.
"Verificou-se que o indivíduo insistiu na prática ilegal, após o desmantelamento do estaleiro na Mabor, ele optou por transferir as operações para um local mais isolado. Apesar de possuir autorização para a venda de combustível, constatou-se que o espaço utilizado para armazenar o produto não reunia as condições necessárias", afirmou.
Acrescentou que os agentes autorizados devem receber os combustíveis da Sonangol e distribuí-los exclusivamente nos postos de abastecimento convencionais (PAC) ou nos contentorizados.
"O armazenamento clandestino permite a adulteração do combustível para aumentar os lucros, prejudicando os veículos que utilizam o produto adulterado", salientou.
Manuel Halaiwa destacou que, durante a operação, o SIC deteve dois cidadãos nacionais, ambos responsáveis pela segurança do local, com idades de 51 e 58 anos.
Eles foram apresentados ao Ministério Público e, posteriormente, encaminhados ao Juiz de Garantia, que decidirá a medida de coacção a ser aplicada.
O proprietário do imóvel é reincidente nesse tipo de crime, encontra-se foragido, e o SIC segue no seu encalço para responsabilizá-lo criminalmente, concluiu Manuel Halaiwa.







