Huíla: Director do Complexo Escolar 1853 acusado de cobrar dinheiro de professores e auxiliares de limpeza para equipar o complexo
David Pindali, director do Complexo Escolar 1853, baptizado com o nome de Fernando Faustino Muteca, está a ser acusado pelos professores de exigir contribuições financeiras de docentes e auxiliares de limpeza para alegadamente comprar um gerador, computadores e outros equipamentos para a instituição que dirige, no município do Chipindo, província da Huíla."
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Segundo denúncia apresentada ao Na Mira do Crime, já contribuíram os seguintes elementos: Alfredo Galvino (Akz 9.000); Chelsea Romeu (Akz12.500); David Pindali (Akz 12.500); José do Oriente (Akz 8.000); Lucilene Dandy (Akz 12.500) e Valeriano Francisco (Akz 8.000).
Os denunciantes consideram que esta cobrança é ilegal e injusta, pois a repartição municipal de educação dispõe de recursos para atender às necessidades da escola. "Solicitamos ao senhor José Paulo Adriano, director de educação, que investigue imediatamente essa situação. Exigimos a devolução do dinheiro já recebido", rogaram.
Em resposta, ouvido pelo Na Mira do Crime via telefónica, o director municipal da Educação no município do Chipindo, José Paulo Adriano, fez saber que teve essa informação como súmula, mas ninguém esclareceu devidamente de forma detalhada.
Avançou que vai chamar o director do complexo escolar para ouvi-lo, para saber se a informação condiz com a verdade ou não, assim como também devolver os valores monetários ora recebidos.
Fez saber ainda que a área que dirige já tem, em carteira, naquilo que a administração tem cabimentado, um dos planos que é mesmo a aquisição de um gerador, um ou dois computadores para aquela direcção escolar. "Já partilhei com eles, numa das reuniões que eu havia convocado no conselho alargado dos gestores escolares. Se existe mais essa iniciativa, só não sei o porquê", sublinhou.
Normalmente, esses casos têm ocorrido quando a iniciativa for dos professores e não do director da escola, porque se a iniciativa for do director, isso é crime.
Caso a iniciativa seja dos professores, é necessário que haja uma acta, segundo responsável.







