Prometeu vagas na empresa "VOLTAS": Cidadã de 28 anos acusada de burlar mais de um milhão de kwanzas foi solta na esquadra do Zango 8 mil
Uma jovem, identificada por Stelvia Filipa, está a ser acusada de receber mais de 1 milhão de kwanzas com promessas de enquadramento na empresa de transporte colectivo, "VOLTAS", isto em Março do ano em curso, no município de Calumbo, na província de Icolo e Bengo, arredores do Zango.
Por: Solange Figueira
De acordo com os lesados, a suposta burladora apresentou-se como trabalhadora de uma empresa de transporte público, com o nome já referenciado, passando-se de cobradora de autocarro.
Na sequência, ludibriou as vítimas e foi cobrando a cada pessoa 50 mil kwanzas para garantir uma vaga a estes na empresa VOLTAS.
Depois reduziu os valores iniciais, e quanto mais interessados apareciam, passou a pedir 35 mil kwanzas, totalizando em mais de 50 cidadãos burlados, que chegaram a dar mais de um milhão de kwanzas no seu todo.
As vítimas explicara que, na segunda-feira, 01, através de uma simulação, conseguiram agarrar a acusada, levaram-na para a Esquadra do Bloco V, Centralidade do Zango 5, onde a mesma ficou detida por apenas, um dia, e posta em liberdade sem o consentimento das mesmas.
Segundo Paulo Miguel, no mesmo dia em que a acusada foi detida, estavam presentes na esquadra mais de 10 pessoas lesadas, já no dia seguinte voltaram a esquadra e foram informados que a mesma já estava em liberdade.
"Não sabemos quem vai pagar o nosso dinheiro, primeiro nos disseram que a jovem tem um irmão que é agente do SIC e vive no zango-3, foi de manhã para esquadra conversou com os seus colegas e soltaram a jovem. A segunda informação é que o irmão pagou para ela sair", denunciou, Rita João, uma das vítimas.
Conta que conheceu a acusada por intermédio de uma amiga, e também pagou 50 mil kwanzas.
"Por causa da confiança que a Stelvia passava, avisei também a uma prima minha que precisava de emprego, a minha prima deu 35 mil kwanzas, foi aí que começamos a desconfiar, porque ela não aceitava transferências bancárias, tinha que ser dinheiro em mão", revelou.
As vítimas clamam por justiça e querem de volta os seus valores, apelam as autoridades no sentido de capturarem a mesma, e apenas ser solta quando pagar os valores de cada um.
A nossa equipa de Reportagem deslocou até a Esquadra da Centralidade do Zango 8 mil, constatou que a acusada esteve, sim, detida, mas posta em liberdade no dia seguinte.
Este jornal entrou em contacto com o Porta-voz da Policia Nacional em Luanda, Superintendente-chefe, Nestor Goubel, a fim de obtermos esclarecimentos sobre o caso e prometeu se pronunciar nas próximas horas.







