Depois de matar 04 pessoas da mesma família em acidente - Empresa de Lixo Chay Chay acusada de não apoiar sobrevivente em Cacuaco
Devido ao estado clínico ameaçador, após alta hospitalar de Florinda Diogo Domingos, de 33 anos de idade, sobrevivente do trágico acidente que envolveu um camião Sinotruck, da empresa de saneamento básico "Chay Chay" em que morreram quatro pessoas, membros da mesma família, na zona do Papá Simão, município de Cacuaco, os parentes, deslocarem-se, no dia 02 do mês em curso, à direcção daquela instituição no sentido de exigir o cumprimento das suas obrigações de prestar apoio à cidadã
Por: Kihunga Bessa
Em declarações exclusivas ao Na Mira do Crime, Domingos Diogo, um dos familiares, explicou que após o acidente, a vítima foi socorrida pelas autoridades até ao hospital dos Cajueiros que, de imediato, a transferiu para o hospital do Prenda, onde ficou sob cuidados médicos durante 18 dias, atestando que no dia 22 de Março, a sobrevivente teve alta médica, mas com estado de saúde a inspirar cuidados.
Segundo o nosso entrevistado, durante os dias em que a vítima ficou internada no referido hospital, a empresa nunca prestou qualquer tipo de apoio, seja financeiro ou mesmo moral.
"Desde que deram aqueles valores monetários irrisórios, para a compra dos caixões das quatro vítimas que também não terao chegado para nada, a empresa nunca quis saber da sobrevivente, muito menos prestar qualquer tipo de apoio", informou.
O familiar avançou ainda, que em forma de repúdio contra a atitude demonstrada pela direcção da referida empresa, na manhã do dia 02 do mês em curso, os parentes deslocaram- se àquela instituição, com intenção clara e objectiva de obrigar a sua direcção a prestar o que lhe é de direito.
"Posto na empresa, entramos em acordo no sentido dos mesmos evacuarem a vítima para uma das clínicas", frisou.
O espanto da família foi saber que, no dia seguinte, 03 de Abril, por volta das 17 horas, a direcção da empresa evacuou a paciente para uma clínica da sua conveniência denominada "Caridade", na zona do Luanda Sul, em Viana, sem condições aparentes para a insatisfação dos familiares.
"Aquilo de clínica não tem nada, mas sim um posto de enfermagem", frisou, alegando que a paciente não se encontra numa sala especializada, mas sim numa sala de ginecologia e obstetrícia.
Ressaltou, de igual modo, que desde que a vítima foi evacuada para aquela unidade hospitalar foi feito apenas o RX que, mesmo passando 24 horas, não houve uma explicação sobre a evolução da paciente, e a perna continua inflamada, sem nenhum tratamento.
"Presume-se que a perna tenha fracfurado e, passados 30 dias, não foi colocada em gesso.
A família mostra-se indignada com a posição do hospital do Prenda por ter dado alta médica à paciente que não apresenta um quadro clínico estável.
"A menina não se encontra em bom estado de saúde, precisa se de um médico neurocirurgião e um psicólogo clínico, exigimos que seja evacuada para a clínica Endiama", desabafou, sugerindo que, caso ao contrário, a empresa terá de levá-la para o exterior do país.
Este jornal contactou a direcção da referida empresa na pessoa de Edimilson Espírito Santo, por via telefónica, para aferir a veracidade das acusações que pesam sobre aquela instituição, mas este promete pronunciar-se em breve.







