Região Militar de Luanda adia julgamento porque o réu (do SIC) foi transferido para Malanje
O Tribunal da Região Militar de Luanda, na voz da juíza da causa, Nazelia Neto, adiou, nesta quinta-feira, 10, a segunda sessão de audiência, do processo número 668/24, em que é arguido o efectivo do Serviço de Investigação Criminal, Leonardo Francisco Chico, acusado nos crimes de abuso de excesso de cargo e ofensas simples à integridade física.
Por: Cambuta Vieira
A segunda sessão estava marcada para às primeiras horas de hoje, quando a juíza anunciou que o réu não se encontrava no tribunal, porque foi transferido para a província de Malanje.
Clarificou que o tribunal vai expedir um documento a comarca de Malanje, no sentido de ser transferido para capital e seguir os trâmites subsequentes do processo em que é arguido.
O queixoso, advogado de profissão, identificada por Veloso Malavo Issenguel, fez saber que um arguido que já foi requisitado e ouvido, ser transferido para uma outra província, deixa dúvidas, "isto é uma manobra dilatória para cozinhar o processo, autoridades sérias não deveriam acreditar nessa informação, quando eu fiz a minha participação criminal eu pedi com fundamentos credível a procuradoria militar, que lhe fosse privada a liberdade, caso contrário, mataria alguém, mas foi premiado com liberdade, tendo resultado na morte do jovem Humberto, depois de cinco meses, coisa que seria muito bem evitado", observou
"O povo Angolano precisa saber o que o Leonardo andou a fazer, eu não sou a única vítima, nem o malogrado, eles acham que a informação não deve fluir na sociedade, o arguido está a ser julgado num outro processo diferente ao que foi condenado", alertou.
O queixoso disse ainda que não está a divulgar segredos militar, "estamos a dizer que um indivíduo que lhe foi confiado a combater o crime, deve o fazer, mas não é isso que aconteceu com o arguido, quando atentou contra mim era um agente de primeira, já tinha processo, com uma apresentação periódica, mas ainda assim foi promovido a sub-inspector, isso tem de chegar ao povo angolano, quem julga é o povo, a juíza está aí para julgar em nome povo".
De relembrar que o arguido Leonardo Francisco Chico, foi condenado a 25 anos de cadeia, no processo número 646/24 por ter assassinado Humberto Afonso Calunga, no pretérito dia 11 de Novembro de 2023.







