Do Porto Amboim para Luanda - Jovem é sequestrado por supostos passageiros na província do Kuanza-Sul
Daniel José Cafranca, solteiro de 29 anos de idade, residente no bairro dos Ramiros, KM 30, município de Belas província de Luanda, foi supostamente sequestrado por quatro elementos desconhecidos no município de Porto-Amboim, província do Kuanza Sul, no passado mês de Março. Até agora, não há pistas e a família está preocupada.
Por: Cambuta Vieira
Daniel exercia a profissão de viajante de longo curso, fazendo a rota Luanda- Porto Amboim, há alguns anos. Na manhã do dia 20 de Março, às 18 horas, a vítima se encontrava na província de Kuanza-Sul, mais precisamente no município de Porto-Amboim, num dos bares onde ficava sempre que se deslocasse àquela província.
Às 18 horas, apareceram dois jovens que lhe disseram que queriam ir para Luanda, na companhia de mais dois que, naquele instante, se encontravam na hospedaria, e que pagariam 10 mil Kwanzas cada. Para convencer o motorista, asseguraram que a bagagem seria paga à, acordo que foi aceite, contou a irmã Joana José.
Na mesmo dia, por volta das 19 horas, o pai ligou-lhe para saber onde estava, e ele disse que estava no rio Longa a jantar com os supostos passageiros, que estava tudo tranquilo e que o pai poderia ficar descansado, porque ele estava em direcção à Luanda.
"No dia seguinte, nós achamos estranho porque o telefone dele estava desligado, ele não tinha o hábito de ficar desconectado, em função do serviço que ele fazia", disse.
Passadas 24 horas, o pai recebeu uma ligação a partir do telemóvel de Daniel, o jovem que estava em linha disse que era efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC). Este informou ao pai que encontraram um corpo estendido no chão, junto havia um telemóvel, mas o carro tinha sido levado por supostos meliantes. Pediu à família que se deslocasse ao até ao Cabo- Ledo para tentar reconhecer o corpo.
"Até hoje, nós não sabemos o paradeiro do nosso irmão, a família já preocupada, o pai não consegue dormir " disse, acrescentando que foram para o Cabo Ledo, mas não encontraram o corpo e o seu telefone continuava desligado. “Já procuramos tanto nas morgues da província do Kuanza-Sul, mas sem êxito, viemos para Luanda, fomos até à morgue do hospital Maria Pia, na câmara número cinco, mas sem sucesso. Tudo o que nós queremos é que o nosso irmão apareça, não importa as circunstâncias", vincou.
Daniel José Cafranca conduzia um carro Suzuki, de cor cinzento com a chapa de matrícula LD - 29-97- GI.







