Está impune: Agente da polícia espanca mulher gestada no interior da esquadra do Ângelo até perder a gravidez de dois meses
Uma cidadã nacional que responde pelo nome Eunice de Fátima Simão, de 25 anos de idade, moradora da zona do Capalanga, município dos Mulenvos, alega que sofreu aborto devido a agressões que sofreu na segunda- feira, 14, por parte de agente da Polícia Nacional (PN) identificado apenas por "Graduado Sebas", afecto a esquadra do Ângelo, no município de Cacuaco
Por: Kihunga Bessa
Apurou o Na Mira do Crime, através da vítima que é comerciante de bebidas 'quentes' e cigarro numa roullote no mercado da paragem do Kicolo, no bairro Belo Monte, que o facto começou por volta das 20 horas, quando a vítima e uma jovem entraram em desavenças, por esta se ter recusado a oferecer cigarro.
"Ela chegou na minha roullote com uma atitude de ameaças e me pediu cigarro, eu neguei porque o negócio não é meu e ela foi, pensei que entendeu, só que minutos depois regressou com o mesmo propósito, mas eu lhe disse a mesma coisa, daí simulou ter perdido 30 mil kwanzas de fronte a minha roullote e começou a me ameaçar me morte, inclusive puxou me pelo cabelo", contou.
Avançou a nossa entrevistada que, vendo a atitude e a característica da jovem, preferiu comunicar as autoridades o que se estava a passar, reconhecendo a agilidade dos efectivos em chegar ao local, onde pediram que ambas fossem à esquadra.
" A princípio eu não quis ir, mas depois o meu esposo que havia acabado de chegar pediu-me para obedecer as autoridades e lá fui", informou.
Acrescentou que posto na esquadra, o "Graduado Sebas" que estava em serviço chamou primeiro a acusada para depor, e em seguida a vítima que, segundo ela, enquanto falava, o agente da polícia interrompia.
" Quando o meu esposo observou aquilo tentou saber porquê da atitude do agente, ele irritou-se e ofendeu lhe moralmente, daí começou a lhe expulsar com empurrões para fora da esquadra", frisou.
" Depois de expulsar o meu marido voltou e ordenou que a moça fosse embora, e começou a me puxar para me por na cela, eu perguntava a chorar o que estava acontecer, e ele me deu uma rasteira, cai com mau jeito e gritei que vai me matar", recordou.
Ressaltou que ainda assim continuou com acções agressivas, até que um dos seus colegas vendo aquilo tentou acudir, "ma ele se revoltou contra o colega", explicou.
Explicou que a sua salvação foi uma das funcionárias de cozinha da esquadra, que conseguiu resgata-la das mãos do polícia agressor e colocou-a na cozinha, onde passou a noite.







