Com apenas uma viatura de patrulha com os pneus careca - Comando de Viana intensifica patrulhamento em toda extensão do Km 30
O Comandante Municipal da Polícia Nacional em Viana, efectuou, na quinta-feira, 19, uma operação de fustigamento nas áreas críticas do bairro Km 30, concretamente no distrito urbano da Baía, no sentido de reforçar a interacção das forças da ordem e a comunidade, com vista a travar a onda de criminalidade que se regista naquela circunscrição de Icolo Bengo.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O acto enquadra-se na micro-operação denominada “Viana Segura”.
O grito de socorro dos moradores do Baia administrativamente pertencente a nova província de Icolo Bengo, e operativamente afecta ao Comando Provincial de Luanda, município de Viana, levou os operacionais a desenvolver a operação de patrulhamento.
A acção começou com a concentração das forças na Esquadra do Km 30.
O segundo Comandante Municipal de Viana, Superintendente Bernabé Chico António “Físico a Voz da Razão”, orientou e conduziu as forças, de forma apeada, motorizada e auto.
Em auscultação, os moradores disseram que o alto nível de criminalidade preocupa os moradores.
"As ruas mais críticas são as que dão acesso ao mercado do 30, principalmente a área da baixeira, rua do Jesus, desde a linha férrea até a rua dos carvões; rua da entrada do mercado, rua do imbondeiro, dos cabritos e a entrada do banco BAI", mencionaram.
O coordenador do bairro, Adolfo, avançou ao Na Mira do Crime que os assaltos acontecem a qualquer hora do dia, principalmente no período em que os munícipes se dirigem ou saem do mercado do 30.
"Os bandidos usam catanas, garrafas e facas durante os assaltos, os rapazes do matadouro atacam as pessoas com as mesmas facas que usam para os trabalhos deles, chegam mesmo a matar", denunciou.
Nelson Massango, coordenador do bairro Diogo Batalha, sector C, avançou que os assaltos na sua zona ocorrem principalmente na rua do Ti Loló.
"Os assaltos começam a partir da baixeira, é uma área muito perigosa, os bandidos usam até arma de fogo. Todos os dias temos relatos de pessoas feridas com facas", contou.
Os moradores apontam para o estado degradado das ruas, o baixo número de agentes da polícia e falta de viatura de patrulha, que poderá estar na base da falta de eficácia nas actuações das forças.
"As ruas não estão boas, não facilita o trabalho da polícia, têm que aumentar mais esquadras e postos policiais, assim como aumentar o número de agentes", pediram.
"Com apenas uma Esquadra, no Baia, e uma viatura, com os pneus já gastos, não se consegue combater os casos de crimes" criticaram.
O Na Mira do Crime identificou “Os favelados”, lotadores que se encontram na Estrada Nacional 230; “Os PC”, colocados na rua da América; “Os Pausados”, como sendo os grupos mais perigosos do bairro.
"Os PC é um grupo muito perigoso, composto por jovens vindos do Rangel e Cazenga, juntaram-se com os bandidos do Bairro", revelou um morador.
O Superintendente-chefe, Nestor Goubel, porta-voz do Comando Provincial de Luanda, avançou que mais operações serão levadas a cabo naquela zona.
"Andamos por quase todas as ruas e ouvimos as preocupações dos moradores sobre a onda de crimes, medidas já começaram a ser traçadas a partir da Esquadra local, na pessoa do Comandante 'Faísca', sob orientação do Comando Provincial", garantiu.







