Activistas na Huíla manifestam-se contra 'inércia' dos deputados na Assembleia Nacional
Um grupo de manifestantes da sociedade civil realizou, na manhã desta quarta-feira (23), uma manifestação em frente ao gabinete local dos deputados na província da Huíla, junto à Assembleia Nacional. O protesto teve como objectivo denunciar a pobreza extrema que afecta a população do Sul de Angola.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com o porta-voz da manifestação, Mesager Andrade, o sofrimento do povo angolano é generalizado, e os deputados, que deveriam representar os interesses da população, agem apenas em benefício próprio.
“O povo tem passado por momentos lastimáveis, diante das autoridades que demonstram falta de piedade e de humanismo. Falta alimentação, energia eléctrica, água potável, saneamento básico e outras condições essenciais", denunciou, acrescentando que muitos cidadãos sobrevivem com restos recolhidos do lixo, enquanto outros entram no mundo da criminalidade, da prostituição e outras práticas degradantes.
O activista acrescentou que todos os deputados que compõem a Assembleia Nacional nada fazem pelo povo.
“Enquanto a maioria da população sofre, os deputados vivem em fartura, ignorando o sofrimento que assola as famílias angolanas. Essa é a razão da nossa manifestação defronte à Assembleia na Huíla – mostrar o descontentamento em nome do povo”, concluiu.
Os manifestantes apelaram ao Executivo, aos deputados e às demais entidades do Estado para que desenvolvam empatia e tomem medidas urgentes.
“Não é normal o que as famílias estão a viver. Morre-se de fome, faltam medicamentos nos hospitais, o atendimento não é humanizado e muitos serviços públicos funcionam em circuito fechado, sem beneficiar o povo. O poder deve estar ao serviço do povo – como dizem os deputados – mas na prática, isso não acontece”, protestou.
Os jovens questionam até quando os deputados na Assembleia Nacional discutirão problemas reais que trarão benefícios aos angolanos, e dizem estar cansados de palavras.
" Queremos ver estabilidade em Angola. Já basta de fome e sofrimento", exigiram.







