Mulevos: Vizinha acusada de queimar menor de 11 anos de idade com colher quente na barriga
Um menor de 11 anos de idade, de nome Henriques Soma Satumba, residente no bairro dos Seis Cajueiros, comuna da Estalagem, município dos Mulenvos, foi queimado na barriga com uma colher quente pela vizinha, após ter queimado, com um palito, o seu próprio irmão durante uma brincadeira entre ambos.
Por: Cambuta Vieira
De acordo com a mãe da vítima, Domingas Kavenene, o facto começou depois de ter descoberto que o seu filho e a agressora, de nome Magui, já não tinham mais uma amizade boa.
Domingas explicou que ela e Magui mantinham uma amizade muito próxima, e, como mãe, mesmo que quisesse sair de casa, a acusada tomava conta dos seus filhos, assim como ela fazia o mesmo por Magui.
No dia 17 deste mês, por volta das 14horas, Henriques Soma Satumba estava a brincar o com seu irmão mais novo e, por descuido, queimou-o com um palito.
O irmão correu até à casa de Magui, vizinha, e informou que Henriques o havia queimado.
Após o ocorrido, Magui foi até à casa da vítima e perguntou-lhe o motivo da queimadura.
Ele respondeu que foi sem querer e pediu desculpas à vizinha.
"Insatisfeita com a resposta, Magui agrediu o menino sem me ter comunicado enquanto mãe deles, eu estava próximo a carretar água", lamentou, acrescentando que a vizinha queimou o Henriques com uma colher quente retirada do fogão da sua casa.
Em entrevista ao Na Mira do Crime, a vítima contou que sua mãe não fala com a tia Magui, mas mesmo assim ela e uma outra sua irmã, Estória, entraram em casa deles.
"Enquanto a tia Magui acendia o fogão e aquecia a colher, a tia Estória puxava a minha orelha, quando a colher ficou quente e vermelha, a tia Magui passou na minha barriga por três vezes, enquanto Estória filmava o com seu telemóvel, frisou.
Depois de conseguir escapar, contou o menino, caiu no chão e começou a rebolar no chão, quando a vizinha decidiu colocar óleo de palma na queimadura.
Quando a mãe chegou com a bacia de água, foi informada sobre o ocorrido.
Inicialmente pensou que se tratava de algo simples, mas, ao ver a gravidade da queimadura, foi até à casa da vizinha, que alegou já ter informado ao pai da criança.
Dada a gravidade da queimadura, a mãe e o menor se dirigiram até à esquadra 44. No caminho, encontraram a agressora e obrigaram-na a seguir até a polícia, onde receberam a orientação de ir ao Hospital Neves Bendinha, onde o menor foi atendido.
A agressora, por sua vez, recebeu a ordem de detenção.







