No Rangel: Ministério Público acusado de soltar marginais altamente perigosos sem julgamento
Um grupo de marginais composto por 3 elementos, identificados por Maximiliano Conceição, conhecido no mundo do crime por "Gelson", de 29 anos de idade, residente no município de Sambizanga; Nelson Ricardo, conhecido por "Nelsinho", de 30 anos de idade, residente no municipio de Hoji-ya-Henda e Sidney (foragido) foram colocados em liberdade, após serem detidos em flagrante delito pelas forças da ordem, quando planificavam mais um assalto. O Ministério Público é acusado de soltar estes marginais sem antes os julgar, para o desagrado da população.
Por: Cambuta Vieira
No pretérito dia 16 de Abril, os meliantes acima citados, circulavam na via pública, concretamente no Marçal, a praticarem mais uma das suas acções, onde foi vítima o ancião António Miguel Amaro, de 73 anos de idade, sob ameaça de uma arma de fogo, do tipo pistola, marca não identificada. Do ancião subtraíram um fio de ouro. Ao se retirarem, efectuaram vários disparos de arma de fogo.
A polícia local não cruzou os braços, tendo desencadeado operações que culminaram na localização dos meliantes, no dia 22 do corrente mês, por volta das 10 horas.
"Tomamos conhecimento da localização dos elementos em causa, isto é, no município da Maianga, a bordo de uma viatura de marca Hyundai", disse um efectivo da polícia.
Os meliantes, quando notaram a presença das forças policiais, pegaram na pistola que eles ostentavam e começaram a disparar, o que levou a polícia a responder. O poder de fogo da polícia superou o dos marginais, tornando possível deter dois cidadãos que foram mencionados acima e um que se pôs em fuga.
Da troca de tiros, foi ainda possível recuperar uma viatura de marca Hyundai, com a chapa de matrícula LD-99-95-IG,
e uma arma de fogo do tipo pistola de marca Jericho.
A equipa deste jornal sabe que os marginais têm se concentrado e planificado os assaltos no Rangel, e, a posterior regressam ao município da Maianga, para a concretização do acto, concretamente no estabelecimento comercial denominado Café Paris.
Nelsinho tem a função de controlar e seguir os passos da futura vítima, enquanto Sidney tem a missão de conduzir os carros, que, nalguns casos, são roubados, enquanto Maximiliano tem a missão de cuidar das vendas do material roubado.
A equipa deste jornal deslocou-se até ao comando municipal do Rangel, onde foi informada que aquela unidade policial não tem Ministério Público, sendo que os detidos são encaminhados até à sexta esquadra.







