Num abaixo-assinado: trabalhadores do KERO/Morro Bento exigem demissão do director da loja por despedimentos anárquicos
O colectivo de trabalhadores da loja do Supermercado KERO, situado no Morro Bento, município da Samba, afecto ao "ACCORD GROUP", estão agastados com a forma como são tratados pelo actual Director, Carlos Santos, de nacionalidade portuguesa, e exigem a sua exoneração por alegados maus-tratos, desrespeito, despedimentos por injusta causa, abuso de poder, dentre outras irregularidades.
Por: Cambundo Caholua e Carlos Quicuca
Numa carta enviada à redação do Na Mira do Crime, de que consta mais de 100 assinaturas, os funcionários exigem a saída imediata daquele responsável, considerado um gestor "arrogante, racista".
Dizem que o director chegou mesmo a despedir funcionários com mais de 10 anos de serviço sem serem indemnizados. "Ele gaba-se de ser familiar de Hugo Coutinho, Director-geral do Supermercado KERO, a nível nacional, por isso age desta forma". Aliás, disse aos funcionários que podiam queixar onde quisessem, e que nada lhe aconteceria, pois em Angola não existe lei que funciona; "aqui a lei que domina é o dinheiro, quem tem poder financeiro faz e desfaz".
Na carta, os trabalhadores dizem ainda que o acusado usa o racismo para desprezar os colaboradores e até outros dirigentes da loja a quem não dá ouvidos, pelo facto destes serem angolanos.
Além disso, denunciam o tratamento desumano e falta de condições laborais e de acomodação, o excesso de carga horária, visto que ele adicionou mais duas horas de trabalho, cenário que não se via antes da sua chegada àquele centro comercial.
O director visado está há menos de um ano na loja como Director, proveniente de uma outra instituição onde já foi expulso pelas mesmas práticas.
Por outro lado, dizem que ameaçou os responsáveis da comissão sindical que, agora, também passaram a agir a desfavor dos trabalhadores, o que leva a acreditar que estes tenham sido corrompidos. Por essa razão, remetem-se ao silêncio diante de todas irregularidades que têm ocorrido naquela loja do Morro Bento.
A título de exemplo, Carlos despediu, recentemente, cerca de 8 trabalhadores, pelo facto de exigirem condições de trabalho e ameaçarem uma greve caso a direcção do KERO não cumprir com o que consta da carta reivindicativa.
"Já recorremos a várias instituições, como a IGT, mas até ao momento não há resposta", revelaram.
O Na Mira do Crime tentou contactar por várias vezes o senhor Carlos dos Santos, sem nenhum êxito.







