Família do secretário da UNITA assassinado na Baia clama por ajuda: Deputados deixaram 50 mil kwanzas e ‘nunca mais voltaram’
Passados 13 dias desde o assassinato a tiro, de Enoque Sapalo Bango, secretário do partido UNITA na Baia, Km-30, município do Sequele, província de Icolo e Bengo, executado na madrugada do dia 29 de Abril do ano em curso, no interior da sua residência, por elementos não identificados, ouvida na manhã desta segunda-feira, 12, pelo Na Mira do Crime, à família do malogrado diz que enfrenta dificuldades extremas devido a falta de apoio, e clama por ajuda de quem quer que seja.
Kihunga Bessa
Em declarações exclusiva ao Na Mira do Crime, a viúva, Florência Henda Adelino, visivelmente abalada, explicou que o partido em que o seu marido militava terá apenas comprado o caixão, e dias depois da realização do funeral, uma comitiva liderado pelo deputado Liberty Chiyaka, líder do Grupo Parlamentar da UNITA, visitou a família e no final deixou uma quantia monetária de 50 mil kwanzas.
“Nunca mais tivemos apoio, a economia que tínhamos foi levada pelos marginais durante o assalto, e com quatro filhos que tenho, sem emprego, as dificuldades aumentaram”, observou.
Disse que às vezes dependem da caridade dos vizinhos para comerem.
"Estou sozinha em Luanda, a minha mãe e os meus dois irmãos estão no Bié, não tenho apoio de ninguém aqui”, lamentou.
A senhora disse que às dificuldades que enfrenta, faz com que a sua filha caçula, de 17 anos de idade, esteja fora do ensino escolar.
“Já não está a estudar, e para comer dependemos de pessoas de bom coração, precisamos mesmo de ajuda, malditas são às pessoas que mataram o meu marido, porque com ele, pelo menos não passávamos por esta humilhação", deplorou.
Ouvida por este jornal, uma das vizinhas que preferiu não ser identificada, lamentou a situação e as dificuldades que aquela família enfrenta, e apela a sociedade no sentido de fazer alguma coisa urgente para inverter a situação.
"Algumas vezes quando vamos à casa dela cumprimentar, e ao sair deixamos uns mil kwanzas, e eles compram comida, mas do jeito que as coisas estão no mercado, o dinheiro não chega para nada", lastimou.
Importa referir que, nos últimos dias, e após a morte de Bango, regista-se a presença de efectivos da Polícia Nacional em patrulhamento.







