MPLA constata defesa dos direitos dos trabalhadores na cidade da China
No âmbito da criação do Gabinete de Defesa dos Direitos e Deveres dos Empregadores e Trabalhadores (GDDDET), com a finalidade de garantir a resolução de conflitos que possam surgir entre os funcionários e trabalhadores, durante o exercício das suas funções no Centro da Cidade da China, no Zango Zero, a Secretária do Bureau Político do Comité Central para Política de Quadros, Ângela Bragança, efectuou uma visita, na sexta-feira, 16, no sentido de se inteirar sobre a dinâmica que ditará o percurso daquele Gabinete.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A secretária começou por visitar as principais lojas do Centro comercial da cidade da China, numa visita guiada e encabeçada pelo Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da República Popular da China acreditado em Angola, Zhang Bin e o Presidente do Conselho de Administração da Africano Sunrise que controla o grupo Nova Era, cidade da China.
De acordo com a Secretária, os aspectos ligados às relações bilaterais entre as entidades empregadoras e trabalhadores dominaram a audiência, durante a qual a entidade política manteve conversas com os funcionários.
"Constatamos cidadãos angolanos que exercem funções de gerências e que se encontram há muitos anos à frente de negócios, inclusive dominam o idioma chinês, e é importante que nós saibamos como tem sido o dia-a-dia dos trabalhadores", revelou.
Com cerca de 800 lojas e cinco mil angolanos empregados, a secretária tomou conhecimento de que, o Gabinete criado para a Defesa dos Direitos e Deveres dos Empregadores e Trabalhadores servirá de um porta-voz para dirimir conflitos laborais entre a entidade empregadora e os funcionários.
"Foi-nos dado a conhecer tudo sobre o processo laboral e a divulgação de más práticas de alguns empresários e cidadãos chineses, mas não podemos generalizar; é importante que aqueles que tenham um investimento sério tenham a preocupação de regular estas preocupações", explicou
Das preocupações colhidas, a responsável avançou que serão apresentadas aos órgãos de direito para que tudo flua e haja uma boa cooperação económica.
"Verificamos que há uma cidadã chinesa e um jurista angolano a gerir o Gabinete, e das preocupações apresentadas pelos trabalhadores dialogaremos com o Ministério do Comércio, a AGT e o MATPSS", garantiu.
Em exclusivo ao Na Mira do Crime, o embaixador chinês Zhang Bin enalteceu a visita e salientou que o centro da cidade da China no país representa vários significados. "Primeiro, representa o investimento privado chinês; segundo, representa as trocas comerciais e a relação entre as indústrias da China e angolana, uma vez que se nota uma qualidade nas relações entre a China e Angola, porque, no passado, a visão esteve focada à construção civil, agora virou-se para o investimento privado", avaliou.
O diplomata revelou que o investimento chinês no sector não petrolífero já atingiu mais de cinco mil milhões de Dólares norte-americanos.
"Em 2024, o valor comercial entre a China e Angola atingiu 20, 8 milhões Dólares americanos, focados na área da agricultura, indústria e processamento minerais, entre outros", finalizou.







