Depois de 06 mês em coma - Kudurista brutalmente espancado por marginais clama por ajuda para sobreviver
Um jovem que atende pelo nome de Leudivanio Monteiro, de 34 anos, kudurista, conhecido no meio artístico por Litilson, residente no Bairro Caop há seis anos, foi severamente espancado por marginais na via pública quando saía de um show musical. Depois de seis meses em coma, hoje, entende a mão à sociedade pedindo ajuda para sobreviver.
Por: Solange Figueira
Como consequência da agressão, teve uma lesão do plexo braquial, dano aos nervos que se estende à região do pescoço até ao ombro, braço e mão.
Essa lesão pode causar diversos sintomas, como: dor, fraqueza, perda de sensibilidade, perda dos movimentos no ombro, braço ou mão. A fractura afectou o seu braço esquerdo.
Por não ter condições financeiras, Leudivanio Manuel Monteiro pede por ajuda médica, medicamentosa e financeira.
Por causa do seu estado crítico e sem poder trabalhar, foi abandonado pela esposa com três filhos em uma casa de renda.
Para se alimentar, depende da ajuda de vizinhos e amigos.
Leudivanio lembra-se do fatídico dia em que viu a sua vida por um fio.
“Os marginais estavam mascarados e armados e amarraram o meu braço no guincho de um carro em movimento. Arrastaram-me como se eu fosse cabrito ou cão. O meu braço esquerdo bateu no asfalto, perdi a memória”, relatou.
Foi socorrido por pessoas desconhecidas e só despertou no Hospital Américo Boavida, onde ficou em coma por seis meses.
“Fiz dois meses de fisioterapia no Hospital Ortopédico em Viana”, conta, salientando que os marginais que lhe fizeram isso não foram presos.
“Eles acabaram com a minha vida; eu cantava para sustentar a minha família, hoje não trabalho; a renda da minha casa acabou e não tenho como pagar; não quero que me amputem o braço. Preciso ir ao exterior para fazer uma cirurgia”, suplicou, referindo que até agora não recebeu nenhuma ajuda.
Juliana Manuel, mãe, conta que quando o seu filho foi agredido, ela estava na lavra.
Já está na terceira idade; Leudivanio é quem a ajudava com todas as despesas em casa.
Depois de ele sair do coma, puseram-lhe gesso no peito e no braço, mesmo assim não resultou.
Foi no hospital da centralidade do Zango 8 mil detectaram a lesão do plexo braquial. “Ele está há anos sem fazer consultas, por não ter condições. Quando abre o sol, o meu filho sofre muito, parece que o sangue não corre no corpo dele; o braço e o peito dele inflamam”, relatou a mãe que pede ajuda a sociedade, mormente os Ministérios da Cultura e da Juventude e Desportos.







