Huíla: Estudantes que obtiveram notas positivas e não foram admitidos no concurso de 2022 promovem manifestação para exigir a sua inserção na função pública
Um total de 167 estudantes que obtiveram nota positiva no concurso público de 2022, no sector da Educação, mas que não foram admitidos dos quais 30 se manifestaram neste sábado (24), na cidade do Lubango, província da Huíla, exigem a sua inserção nos quadros da função pública.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
A acção foi promovida pelo Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) e teve início no pátio da Sé Catedral do Lubango, culminando na Direção Provincial da Educação da Huíla.
Segundo o secretário provincial do MEA, João Ngola Mulemba, a manifestação teve como propósito exigir do Executivo a resolução de diversas problemáticas que afectam o sector da Educação na província, entre elas a insuficiência de carteiras, a existência de alunos que assistem às aulas sentando nas latas e debaixo de árvores, e a irregularidade da merenda escolar nas instituições de ensino.
O dirigente estudantil apontou ainda a escassez de infraestruturas escolares e de docentes, assim como deficiências no saneamento básico e na distribuição de água potável nas escolas, como obstáculos que comprometem a qualidade do ensino na região. Destacou, igualmente, que um dos principais motivos do protesto está relacionado com a não inserção de candidatos aprovados nos concursos públicos realizados entre 2022 e 2024, alegadamente por falta de vagas. O MEA reivindica a sua inclusão no sistema educativo nacional.
João Ngola Mulemba avançou que, actualmente, cerca de 170 mil crianças estão fora do sistema de ensino na província da Huíla devido à falta de condições básicas, acusando o governo sobretudo a administração provincial de tratar a situação com indiferença. Enquanto os filhos dos governantes frequentam universidades de renome no exterior, com recursos públicos, milhares de crianças são deixadas numa situação de exclusão extrema, denunciou.
O responsável sublinhou ainda que, em toda a província, mais de 66 árvores são utilizadas como salas de aula improvisadas, uma realidade que considera inaceitável e que, segundo ele, deve ser urgentemente corrigida pelos responsáveis governamentais, os quais, afirma, “fingem desconhecer esta realidade”.
Por fim, o MEA contabiliza 167 candidatos com aproveitamento positivo no último concurso, actualmente sob controlo da organização na Huíla, que continuam à espera de uma vaga no sistema de ensino público, e pedem igualmente ao presidente da república, João Lourenço que, exonere a ministra da educação Luisa Grilo por incapacidade de dirigir o sector.







