Menor morre afogado na Ilha de Luanda durante excursão escolar
Um menor de idade que em vida atendia pelo nome Félix Mango, de 11 anos de idade, residente no bairro Chimucu, município dos Mulenvos, morreu vítima de afogamento, na passada quarta-feira, 28 de Maio, na Ilha de Luanda.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O menor que estudava a quinta classe, numa escola da Igreja Evangélica Pentecostal de Angola (IEPA), seguia uma actividade da escola, que passava por uma visita ao Museu da Moeda, na Marginal de Luanda.
Em declarações ao Na Mira do Crime, Samuel Mário, tio da vítima, avançou que após a visita, os alunos foram levados para a floresta da Ilha de Luanda.
"Os professores estavam distraídos e o meu sobrinho, em companhia de alguns colegas, aproveitaram-se da distracção dos professores, atravessaram a estrada e chegaram até à praia, numa zona proibida aos banhistas", contou.
Explicou que, pela informação que os familiares colheram no local a partir de testemunhas, o menino nem sequer chegou a mergulhar.
"Quando chegamos ao local, as pessoas disseram que ele ficou apenas na beira, uma onda gigante bateu nele e caiu. Depois foi arrastado pela correnteza, e não havia quem o pudesse salvar, porque as pessoas observaram de longe", explicou.
A família tomou conhecimento da situação no período da noite do mesmo dia, por meio dos primos que faziam parte da caravana.
"As crianças chegaram muito tarde, sem a presença de nenhum professor, a informar que o rapaz terá se afogado na praia. Na verdade, ficamos sem saber o que fazer e, o mais agravante, nem sequer um dos professores acompanhou os meninos para explicar o sucedido", reclamou.
Acrescentou que, no dia seguinte, deslocaram -se ao local do acontecimento, onde ouviram as declarações de testemunhas.
"O corpo foi encontrado apenas na sexta-feira, dia 30, por volta das 14 horas, por pessoas que se divertiam na zona da Marinha de Guerra. Como já lá estávamos e deixamos os contactos, ligaram, posto lá, identificamos que era o nosso filho", detalhou.
Contactado pela nossa reportagem, o pastor Andrade, responsável pela escola, disse que a mesma funciona sob tutela de uma outra instituição escolar, comparticipada.
"Estamos a prestar o apoio em nome da escola e da igreja, neste momento os gastos foram de aproximadamente 140 mil kwanzas, mas prometemos continuar com os apoios, caso for necessário", prometeu.
Quanto ao corpo docente responsável pela excursão, o líder religioso informou que o director da escola e um dos professores já se encontram a conta com a justiça.
"Estão detidos na Esquadra da Ilha de Luanda, orientaram-me, primeiramente, a resolver o problema com a família, neste preciso momento estamos a nos preparar para chegar até a referida Esquadra", declarou.
A família do menor disse que nada pode pagar a vida do menino, mas que o apoio feito pela Igreja responsável pela escola, não agradou os demais.
"Somos uma família temente a Deus e não podemos fazer justiça por mais próprias. Foram detidos os responsáveis da excursão, e só as autoridades policiais saberão o que fazer", disse o tio.
O malogrado foi a enterrar na manhã desta segunda-feira, 02, no Cemitério da Sanzala, em Viana.







