Comandante Divaldo promete expulsar efectivo da Polícia acusado de chefiar grupo de marginais na Huíla
O comandante da Polícia Nacional na Huíla, comissário, Divaldo Júlio Martins, garantiu ao Na Mira do Crime que, caso o envolvimento do seu efectivo destacado no município da Matala, acusado de liderar grupo de marginais que assaltavam com recurso a arma de fogo, vitimando vários cidadãos, seja comprovado, o mesmo será expulso da corporação.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
O oficial “disse” que o seu efectivo, neste momento está detido, tudo por conta de um homicídio que ocorreu recentemente naquela região. Após a polícia deter os autores do homicídio e, durante o processo de interrogatório e investigação, os mesmos afirmaram que a arma usada no crime tinha sido fornecida por um efectivo da polícia, de nome Mateus dos Santos, a investigação levou até ao visado.
"Não era uma arma orgânica, mas sim uma que ele próprio adquiriu em outros locais. Até porque o mesmo, no exercício das suas actividades policiais, já não usava arma, visto que estava a cumprir uma função mais administrativa, não portava arma da polícia", garantiu.
Segundo os marginais, o efectivo da Polícia Nacional fornecia armas de fogo a troco de benefícios, em função dos crimes praticados.
"Ele foi imediatamente detido pelos efectivos do comando da Polícia Nacional na Matala, e apresentado ao Ministério Público, que o encaminhou ao juiz de garantia, que aplicou a prisão preventiva, enquanto decorre a instrução do processo-crime", observou.
Divaldo, destacou, por outro lado, que do ponto de vista interno, conforme mandam "as nossas normas, ele está naturalmente suspenso das actividades, e já está em curso um processo disciplinar, pela gravidade da acusação, e muito provavelmente vai culminar com a sua expulsão da Polícia Nacional", sentenciou.







