Mais de 31 mil armas e 214 mil munições recolhidas nas empresas de segurança durante 100 dias de operação da PNA
A Polícia Nacional de Angola (PNA) realizou, na manhã desta quinta-feira, 5, o balanço dos primeiros 100 dias, desde o início da operação de recolha coerciva de armas de fogo em posse das empresas de segurança. Durante este período os dados apontam para a recolha de 31 mil e 392 armas de guerra, 35 mil e 388 carregadores e 214 mil e 613 munições, em todo território nacional.
Por: Cambundo Caholua
A informação foi avançada pelo Superintendente-Chefe, Lázaro Stefan da Silva Vaz da Conceição, Director-adjunto de Segurança Pública e Operações da Polícia Nacional de Angola, durante o acto que decorreu nas instalações da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP).
A operação, que teve início no passado dia 18 do mês de Fevereiro do ano em curso, está a ser realizada de forma coerciva, em toda a extensão do país, e visa retirar todas as armas de guerra em posse das Empresas Privadas de Segurança (EPS) e Sistema de Autoprotecção (SAP), com objectivo de substituí-las por armas legalmente estabelecidas.
Durante apresentação, o oficial superior informou que, em relação ao controlo estatístico da recolha por território, com excepção das províncias de Luanda e Cunene, todas as demais províncias alcançaram mais de 90 por cento da meta prevista de recolha das armas de guerra, em posse das Empresas Privadas de Segurança e Sistemas de Autoprotecção.
Por outro lado, sublinhou que, até a presente data, já foram importadas cerca de 14 mil e 320 armas de defesa, tendo sido já comercializadas 12 mil e 771 unidades, das quais 9 mil e 955 espingardas com calibre de 12 mm e 99 pistolas com calibre de 7.65 mm, obedecendo o registo normal e progressivo.
Desta maneira, a PNA avalia a conclusão desta fase da "Operação" na ordem dos 82 por cento de eficácia e reforça que há uma procura efectiva e plena das Empresas Privadas de Segurança, bem como e Sistema de Autoprotecção pelas armas de defesa em 100 por cento, sendo 31 por cento destas foram atendidas satisfatoriamente.
No final do balanço, a Polícia alertou a todas as empresas implicadas, que resistem em substituir as armas de guerra pelas armas estabelecidas por lei, que, a partir de agora, as irregularidades registadas quanto à posse e uso de armas proibidas serão alvos de processo-crime nos termos do Código Penal e do Regime Geral das Contra ordenações.
Por outra, apela à população a denunciar os vigilantes em posse de armas de guerra.







