Quer sangue e fogo: Cidadão com perturbação mental persegue vizinho que alega ser o causador da sua separação com a mulher
Um cidadão de aproximadamente 40 anos de idade, residente no bairro Paraíso, zona do Soba, que sofre de perturbação mental, tem criado um ambiente de insegurança aos moradores, principalmente às crianças, pelo facto de atacar fisicamente os vizinhos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
O cidadão, identificado por Ndongala António, exerce a actividade de serralheiro.
Os moradores atestam que por conta dos transtornos psicológicos, às vezes o senhor torna-se agressivo, e este comportamento, inclusive, obrigou a esposa a abandonar a casa, como conta o jovem Muanza.
"Ele parece ser uma pessoa normal, hora está bem e às vezes agressivo, é serralheiro e trabalha normalmente em casa, mas quando se altera todos têm que estar em alerta para não ser atacado, e ele selecciona quem atacar", alertou.
Bunga Paulo, de 39 anos de idade, residente na referida zona, disse a reportagem que quase perdeu a vida, após ser atacado pelo vizinho, no sábado 30 do mês de Maio.
"Chegou até a minha casa a dizer que sou culpado por perder a mulher, prometeu incendiar a minha casa de noite, ou então mataria a minha esposa e os meus filhos, caso os encontrar na rua", contou.
Acrescentou que o indivíduo tentou a todo o custo partir para agressão, mas os vizinhos não permitiram.
"Mais tarde seguiu a minha mulher no mercado do Kicolo, ele conhece bem a bancada porque a mulher dele vende com a minha esposa. Estava com catana e faca, a intenção dele era mesmo matar, mas as colegas conseguiram impedir" sublinhou.
Acrescentou que, no mesmo dia, por volta das 23 horas, apareceu em sua casa para incendiar.
"Sei que quando ele promete cumpre, então fiquei acordado, ouvi o barulho na janela e na porta e perguntei quem era, ele respondeu: já vim incendiar a tua casa, vais morrer, então eu e a minha esposa gritamos e ele fugiu. Mas voltou de manhã", sublinhou.
Explicou que o cidadão apareceu com ferro e catana e começou logo a atacar.
"Eu vi ele a chegar com um varão, tentou me picar no peito, mas eu esquivei e comecei a lutar com ele, depois tentou me atingir com a catana, quase morreria, feriu-me nas mãos porque ao tentar me defender, graças aos vizinhos que acudiram, ele fugiu".
A vítima disse que já fez uma participação à polícia, e contactou o irmão do agressor, por via telefónica, que o aconselhou a unir forças com os vizinhos, e levá-lo a Igreja das Santas, no bairro Paraíso.
"O próprio irmão dele que até é militar das Forças Armadas tem medo, mas eu sei que a qualquer momento ele voltará, por isso eu arranjei um tronco, caso aparecer eu vou me defender", disse.
Os moradores explicaram que sempre que o vizinho apresenta comportamentos agressivos, cria um ambiente de insegurança, principalmente às crianças.
"Cada pai fica atento com o filho, ele tem muita força, e passeia normalmente como uma pessoa normal, mas de repente ataca quem tiver ao lado dele, até o coordenador do bairro ele atacou e o ameaçou de morte, um dia pode matar alguém", alertou.







