Paciente morre na via pública por falta de ambulância no Sambizanga
Horácio Ngando, um cidadão de 42 anos de idade, residente no município do Sambizanga, bairro do Porto Pesqueiro, perdeu a vida às 11 horas desta sexta-feira, na via pública, enquanto pegava o táxi para o hospital do CETEP, por falta de ambulância.
Por: Cambuta Vieira
Segundo o irmão do malogrado que falou de forma anónima, o seu irmão estava doente já há três dias, com sintomas de febres e caembra, mas que estava a fazer a auto-medicação. Na madrugada desta sexta-feira, a febre piorou e foi socorrido até ao hospital municipal do Sambizanga, localizado no bairro dos Ossos, onde foi atendido.
"Nós fomos até ao hospital, mas lá, não havia nada; eu tive que comprar luvas, seringas, adesivo e soro, na farmácia ao lado do hospital", lamentou.
"No momento em que era atendido, o meu irmão começou a vomitar sangue, e depois de terminar o soro, por volta das 08 horas, uma das enfermeiras disse-me que o meu irmão tem de ser transferido para o hospital do CETEP, localizado no município do Calumbo, província de Icolo e Bengo, mas que não havia ambulância para levá-lo e sugeriu que alugasse um carro", revelou.
"Eu vi duas ambulâncias no hospital, isso não é de me contar, os carros estavam a fazer um vai-e-vem", descreveu aos prantos.
Disse não entender o porquê dessa atitude, numa altura em que os médicos juram salvar vidas, mas hoje, está tudo ao inverso. "Vi o meu irmão morrer na rua como se fosse qualquer animal", frisou.







