Nos Mulenvos- Empresa chinesa "YAN ZHONGBIN" acusada de demitir ilegalmente mais de 100 trabalhadores angolanos sem indemnização
A direcção da unidade fabril de chinelos YAN ZHONGBIN Comércio e Prestação de Serviço (SU), Lda, de cidadãos chineses, com sede no Capalanga, município dos Mulenvos, está a sr acusada de demitir ilegalmente mais de 100 funcionários angolanos, alguns com mais de cinco anos de trabalho, sem qualquer indemnização. Essa situação deixou os trabalhadores revoltados e clamam por intervenção dos órgãos do Estado.
Por: Kihunga Bessa
Falando em exclusivo a reportagem do Na Mira do Crime, sem gravar entrevista, o grupo de trabalhadores daquela unidade fabril, explicou que foram despedidos injustamente sem aviso prévio e sem qualquer indemnização, depois de muito tempo de serviço em condições péssimas e desumanas.
" A empresa está a se mudar daqui para a zona do Sequele, mandaram- nos aguardar em casa, mas tomamos conhecimento que lá a fábrica já arrancou, contrataram outros funcionários e já não contam connosco ", informaram.
Diante deste facto, os trabalhadores exigem as suas indemnizações.
Maus tratos
Alfredo Manuel, Rosalina Fernandes e Flávio Sangueve( nomes fictícios), alegam que a maior parte deles são provenientes do interior do país, e dormem dentro das instalações da empresa em péssimas condições, sem direito a alimentação e seguro de saúde.
"Quando a direcção da empresa ia nos buscar nas nossas províncias, diziam que as condições seriam boas, mas posto aqui dormimos apenas em casebres, dentro da fábrica, por cima de contraplacados e para nos alimentar somos descontados 13 mil kwanzas no salário de 45 mil kwanzas", denunciaram.
Depois de ouvir os trabalhadores, a equipa do jornal Na Mira do Crime deslocou-se até a referida empresa para ouvir o contraditório, e manteve uma conversa com Heladine Chiwale, diretora do gabinete jurídico.
Sem querer gravar entrevista, avançou que dias antes, a direcção da empresa recebeu um equipa da Inspeção Geral do Trabalho (IGT) que inspecionou o local e, fruto das denúncias feitas pelos trabalhadores, recomendaram resolução pacifica com os funcionários.
" Se a IGT já esteve cá e nada fez é porque está tudo bem", defendeu.
Por outro lado, fez saber que nenhum trabalhador foi despedido, mas foram "postos em casa devido a mudança que a empresa está a efetuar, de um local para outro", e garantiu que posteriormente estes serão reenquadrados nos seus postos de trabalho.
" Há uma precipitação por parte dos trabalhadores, mas não despedimos ninguém, e se assim acontecer teremos que cumprir com as obrigações da lei", disse, garantindo que na terça- feira, 10, está marcada uma reunião com os trabalhadores para passar uma melhor informação a respeito.
"E quanto a outros aspetos, a direcção da empresa reconhece que tem falhado, e bastante, mas prometemos melhorar tão logo a fábrica arranque no Sequele".







