No Sequele - Cidadã com insuficiência renal clama por ajuda para tratamento no exterior do país
Uma jovem que atende pelo nome de Alzira Panzo Quinanga, de 25 anos de idade, estudante universitária do terceiro ano, no curso de análises clínicas e saúde pública, residente na centralidade do Sequele, está a precisar de ajuda urgente, depois de lhe ter sido diagnosticada insuficiência renal crônica.
Por: Solange Figueira
Ela trabalhava na clínica Simão Kimbango e exercia a profissão de biomédica. Além disso, trabalhava também na empresa Africell como promotora de vendas. Mas há um ano, a mesma lhe foi diagnosticada a referida doença.
Depois de descobrir a patologia, foi obrigada a deixar os estudos e a profissão, por sentir fraqueza e fortes dores do corpo todo.
Passou a fazer hemodiálise três vezes por semana e esteve em coma por seis meses. O coma culminou com uma sequela temporária e várias paragens cardíacas, ao ponto de apanhar 20 transfusões de sangue.
Os familiares clamam por ajuda para realizar um transplante no exterior do país, alegando que já andaram em vários hospitais, e nunca tiveram solução de cura.
Alzira Panzo, desesperada, conta que desde que ficou em coma, recebeu alta e está em casa apenas há três meses. “Em Angola, fizemos todo tipo de tratamento e os médicos dizem que a minha salvação está no exterior, preciso de ajuda. Tenho muitos problemas na mobilidade, não consigo andar nem ficar muito tempo de pé, por causa das dores nos ossos. Tenho de comer pouco e falar pouco", contou, lembrando que foi uma jovem saudável, cheia de sonhos, mas tudo mudou quando ficou doente.
"Hoje, dependo de sessões constantes de hemodiálise para sobreviver. Essa nova realidade da minha vida tem sido extremamente difícil. Tive de interromper meus estudos, deixei de trabalhar e estava com casamento marcado", salienta. Porque nenhum mal vem só, a sua mãe deixou de vender para cuidar dela.
De acordo com a Mãe, Rosa Vanda, os médicos aconselham a fazer um transplante renal para Alzira ter mais tempo de vida. "Precisamos de muito apoio, se a minha filha está viva é porque Deus faz milagres. Andamos em vários hospitais, ficamos 6 meses no Hospital Maria Pia, fomos também à Clínica Multiperfil e ao Hospital Geral", disse, referindo que,neste momento, fizemos as consultas no Hospital do Kifangondo.
"A doença dela acabou com a nossa vida; não sabemos o que fazer nem onde recorrer. Ela não dorme, chora todas as noites por causa das dores; e como mãe, sinto-me mal. Ela tinha um futuro brilhante, uma vida pela frente, que foi interrompida pela doença", reiterou, reforçando com um pedido de socorro dirigido à Ministra da Saúde.







