"De Levá": Família procura por jovem levado por encapuzados na madrugada do dia 07 no Sequele
Um cidadão nacional que responde pelo nome Augusto Josias Santo Tchiocola, de 22 anos de idade "De Levá", residente no bairro 17 de Setembro, município do Sequele, província de Icolo-Bengo, está desaparecido do seio familiar deste sábado, 7, do mês em curso, após ter sido retirado de casa por elementos desconhecidos.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
De acordo com a família, o cidadão em referência, também conhecido por "De Levá'', vive com os pais num anexo da casa principal.
Na madrugada do referido dia, por volta da 01 hora da madrugada, ''De Leva'' foi surpreendido no seu quarto por elementos mascarados, enquanto dormia com um amigo.
O amigo, que pediu anonimato, avançou que os elementos encapuzados começaram por abrir a porta gradeada, que facilitou a abertura da porta do quarto.
"Eles conheciam bem como é que a porta era aberta, porque abriram a porta tal como temos feito. Estavam mascarados, e assim que entraram, estávamos na cama, perguntaram quem eu era, mandaram o De Levá estender o braço e o algemaram", explicou.
Após a retirada dos encapuzados, o amigo recorreu a casa principal, dos pais, e informou o que estava a ocorrer.
"Quando saíram, disseram que quando amanhecer tínhamos que chegar a Esquadra do Bate Nú, assim que amanheceu, o pai dele foi a mesma Esquadra, mas disseram desconhecer o caso", disse o amigo.
De seguida, os familiares recorreram a Esquadra do 22 de Janeiro, onde foram informados que a polícia terá efectuado algumas buscas na madrugada de sábado, pelo que teriam que voltar mais tarde para mais informações.
"Voltamos a Esquadra, os agentes que nos atenderam anteriormente tinham sido rendidos, os que substituíram não dispunham de informações, mas fomos aconselhados a recorrer a outras Esquadras e hospitais", sublinhou a irmã do desaparecido.
A jovem acrescentou que no referido dia, a família terá feito deligências em várias Esquadras no sentido de encontrar o irmão.
"Fomos informados da presença de dois corpos sem vida no Valinho, Nova Urbanização, junto a portinha que dá acesso às hortas, mas ele não se encontrava entre os mesmos", disse.
"Já passa uma semana, procuramos nos hospitais, Esquadras e casas mortuárias de Luanda e Icolo-Bengo, sem resultado. Não podemos permanecer sem saber o paradeiro do meu irmão, por isso pedimos que a polícia investigue e esclareça, ainda que que estiver morto, mas nós digam onde ele se encontra", pediu a família.







