Em Cacuaco - Munícipes na Cerâmica - 02 arriscam suas vidas ao usarem uma conduta de água como ponte
Os moradores do município de Cacuaco clamam pela construção de uma ponte que ligue o bairro da Cerâmica-02 à sede municipal. Eles colocam a vida em perigo pelo facto de se aproveitarem de uma conduta de água para atravessarem a vala de escoamento de água das antigas salinas.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
Não havendo uma outra via de comunicação terrestre, os moradores disseram à nossa reportagem que o meio usado para a travessia da vala constitui um atentado à vida, principalmente dos idosos e de crianças.
Manuel, que exerce a actividade agrícola na Zona dos Bois, avançou que durante a época chuvosa, o perigo tende a aumentar, uma vez que a conduta se torna escorregadia. "Alguns preferem passar na água, por baixo da ponte. Só que, às vezes, há correnteza e as crianças, idosos e mulheres grávidas, têm dificuldades de atravessar nessas condições”, afirmou, lembrando que houve casos em que pessoas escaparam da conduta e acabaram feridas.
Maria, moradora da zona do Calomana, disse que um dos outros problemas enfrentados é a dificuldade em ter acesso aos serviços sociais básicos. "Logo, se alguém estiver doente e pretender chegar ao hospital de Cacuaco, as coisas ficam complicadas; temos que dar a volta e passar pela Locota”, disse Maria, sublinhado que os alunos também enfrentam o perigo quando vão à escola, pelo facto de ser um troço isolado. Por isso, optaram por andar em grupos.
História Augusto, membro do Movimento dos Estudantes de Angola (MEA), por sua vez, defendeu a necessidade da construção de uma ponte no local, de modo a facilitar não só a mobilidade dos alunos bem assim prevenir os ataques por marginais. "Há um enorme perigo em passar por cima desta conduta de água, porque, um mínimo descuido, a pessoa pode cair e ficar ferida, ou mesmo perder a vida", previu.
Os moradores lançam o apelo à administração local, no sentido de minimizar a situação que os apoquenta há mais de 20 anos, tal como contou um agricultor local. "Até parece que fomos esquecidos, o bairro cresceu muito; faz tempo que a ponte desabou. Por ser uma zona agrícola, para além das dificuldades em se chegar à vila de Cacuaco, a falta de ponte, também, nos dificulta a escoar os produtos do campo para a cidade", queixou-se.







