Gritos no hospital do Prenda – Cidadão pede ajuda para retirar uma bala alojada no corpo
Um cidadão identificado por Manuel Baião João, de 22 anos de idade, residente na rua do Cambundo, bairro Rocha Pinto, município da Maianga, foi baleado na região lombar superior pelos marginais. Depois da primeira cirurgia, a clínica do Prenda não dá explicações sobre quando se realizará a segunda, para se remover o projéctil.
Por: Cambuta Vieira
“O crime ocorreu no pretérito dia 03 de Maio, pelas 02 horas e 8 minutos, quando um grupo de meliantes decidiu assaltar a casa de um pastor na rua do Bulls, no bairro do Rocha Pinto, mas sem sucesso. Então, decidiu chegar até à rua do Cambundo, junto a moagem, onde realizou vários assaltos às pessoas que se encontravam no óbito da minha avó”, contou Manuel.
Ele e os seus primos saíram para averiguar o que se passava, e um dos marginais disparou à queima-roupa contra Manuel, atingido a parte superior da região lombar.
“De imediato, foi socorrido pelos familiares até à clínica do Prenda, onde sofri uma cirurgia mal-sucedida porque os médicos alegam que a bala estava num local que não pode ser mexido, por ser uma cavidade perigosa”, calculou.
No passado dia 20 de Maio, a clínica do Prenda deu-lhe alta e foi orientado a fazer a consulta de neurocirurgia depois de 30 dias, mas porque a bala tem lhe dado imensas dores, teve que regressar antes da data marcada. "Tive que regressar antes do tempo, porque eu sinto tantas dores e não consigo fazer nada, asseverou".
Depois de três tentativas na marcação de consulta, foi a uma clínica privada, fez raio-X e lhe foi dito que os médicos não tinham necessidade de abrir a barriga desse jeito, uma vez que eles não sabiam exactamente onde estava a bala. Para além dessa observação, não prestaram outro tipo de ajuda.
"Tudo o que eu preciso é que os médicos retirem a bala que está no meu corpo. Eu trabalhava, agora não posso fazer nada, sinto bastante dores e pontadas, clamo por socorro da equipa médica da clínica do Prenda”, implorou.
A equipa deste jornal deslocou-se até à clínica do Prenda para aferir os contornos do caso e a recepcionista disse que devia aguardar porque o Dr. Manuel estaria disponível para atender o desassossego, mas passou pouco mais de uma hora e o aludido Dr. não apareceu.







