Chefiados pelo “Que Brilha” - Agentes da fiscalização acusados de agredir fisicamente no Camama
Uma cidadã nacional que responde pelo nome Engrácia Pedro, de 60 anos de idade, moradora do bairro Calemba-2, município da Camama, está com a saúde debilitada, em consequência de agressões físicas sofridas no dia 18 do mês em curso, perpectradas por fiscais afectos à administração municipal.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A vítima, conhecida localmente por tia Biby, é comerciante de frutas e, no momento da agressão, encontrava-se a vender no portão do mercado da loja PEP, no Calemba -2.
Adolfo Nsango, filho da vítima, avançou à reportagem do jornal Na Mira do Crime que a progenitora terá sido surpreendida pelos fiscais, que se faziam transportar por uma viatura de marca e modelo não especificados.
"Ela tentou apenas impedir que levassem também o carro de mão usado para o transporte dos produtos, porque o negócio já se encontrava em posse dos fiscais, foi assim que começaram a agredi-la. Como ela vem de uma operação cirúrgica, caiu e os fiscais fugiram", contou, acrescentando que as pessoas no local ajudaram a senhora a chegar até à uma esquadra policial para apresentar queixa. "Os moto-taxistas levaram-na à esquadra do Nandó, onde foram orientados a irem a um hospital porque o estado dela era grave", explicou, tendo sublinhado que terão recorrido ao Centro de Saúde da PEP.
"Daí, foi logo transferida para o Hospital Geral de Luanda, onde, graças a Deus, teve assistência médica, mas o braço teve que ser engessado", sublinhou.
Nesta sexta-feira, dia 20, foi-se à esquerda do Nandó, onde foram orientados a voltar posteriormente. "Apenas ficaram com o meu contacto telefónico porque não havia energia eléctrica, então preferimos ir à esquerda municipal e fui atendido pelo agente Noé, que está a dar o devido tratamento ao caso”, afiançou.
Testemunhas no local revelaram que o grupo de fiscais que agrediram é bastante conhecido por ser reincidente nesse tipo de práticas. "Quem começou a bater é o ‘Que Brilha’, chefe dos fiscais. Ele é arrogante, mas a polícia o conhece muito bem, por haver muitas queixas contra ele na esquerda. Ele bate em todos: mulheres, crianças e idosos. Todos sabem que o melhor que se pode fazer quando ele intervém é não resistir", avisou.
O filho da agredida referiu que a mãe carece de assistência médica mais profunda. "Ela não está bem, queixa-se de dores e não temos condições para seguir o tratamento, porque no dia em que ela foi ferida os fiscais levaram o dinheiro todo dela, até para comer não temos; precisamos de ajuda", clamou.







