Procura-se Polícia: Bandidos tomam de assalto bairro Augusto Ngangula em Cacuaco
O estado de insegurança instalado no bairro Augusto Ngangula, comuna do Kicolo, leva os moradores a lançarem o grito de socorro às autoridades policiais, que imploram pela reposição da paz e a tranquilidade, devido ao elevado nível de criminalidade que ocorre naquela circunscrição do município de Cacuaco.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
As áreas mais afectadas são as do Chendovava, dos Cadáveres, Papá Wemba, nas Salóbas, e a rua da Comissão.
De acordo com um dos moradores da rua do tio Mingo, os assaltos são realizados tanto de noite como de dia.
Os grupos mais temidos são “Os Bate Mbanje” e “Os Povo da Croácia”, liderados pelos bandidos “Da Saloba”, “Cláudio B”, “O SIC K” e o “Joaninho”.
“Os Bate Mbanje são provenientes da zona dos Cadáveres, e os Povos da Croácia são jovens da área das Salóbas e do tio Mingo.
Juntam-se a grupos de outros locais e assaltam residências", explicou o morador.
O jovem Ângelo, de 20 anos de idade, morador da Vala, imediações do tio Mingo, disse ter sido recentemente uma das vítimas do grupo Povo da Croácia.
Na tarde de sábado de, 28, por volta as 15 horas, terá feito um levantamento de 100 mil kwanzas num ATM, assim que chegou na vala do Papá Wemba, o Da Salóba, o Cláudio B, o SIC K e o Joaninho apareceram com facas.
“Receberam-me o dinheiro, a carteira do bolso onde continha o cartão multi-caixa e outros documentos", explicou o jovem.
Após o ataque, a vítima e os moradores da zona em que reside efectuaram diligências para localizar os infractores.
"Conseguimos apenas apanhar o Cláudio B, na paragem de Benguela, levamo-lo ao bairro para pelo menos dizer onde estavam os documentos e o cartão multi -caixa, mas ele não conseguiu dizer porque estava totalmente drogado", disse o jovem.
Augusto, morador da zona, avançou que o estado de insegurança é tanto que os moradores preferem não recorrer as autoridades por temerem represálias.
"Há poucos dias estive num óbito na área do Papá Wemba, por volta das 4 horas da manhã, os bandidos, armados, passaram mesmo no quintal do óbito com plasmas e outros artigos e dirigiram-se aos Cadáveres", contou.
Acrescentou que na mesma semana terão sido assaltadas várias residências de um quintal, nos arredores da rua da comissão dos moradores, onde os meliantes levaram artigos diversos.
"Disseram que foi o grupo Bate Mbanje, os bandidos ainda gabavam-se e mandaram recados de ameaças as vítimas, caso eles fossem a polícia, voltariam a assaltar o quintal, porque a cadeia é casa deles. Caso a polícia faça um bom trabalho nos Cadáveres descobrirão muita coisa, inclusive armas de fogo, com aqueles rapazes não se duvida", sublinhou.
O consumo de droga tem sido uma das outras preocupações dos moradores, uma vez que o consumo é feito de forma normal, nas ruas, tal como conta um dos moradores da rua do Savedra.
"O medo toma conta das pessoas a partir da vala do Papá Wemba até a pracinha, onde eles ficam a consumir a liamba, até na porta da Comissão do bairro, mas nada podemos fazer porque podemos ser às próximas vítimas", lamentou.
"O tio Matché, que vive ao lado da pracinha, tem contribuído muito na bandidagem, por vender a liamba até as crianças… ele faz este neste negócio há muito tempo e a polícia o conhece muito bem, será que tem algum acordo com a polícia que não pode ser preso?", questionou.
Os munícipes pedem que seja intensificado o patrulhamento, principalmente no período da noite e primeiras horas do dia , momento em que as pessoas se dirigem ao mercado do Kicolo ou aos seus locais de trabalho, especialmente nas Salóbas.
"Eles agora ficam escondidos entre as manilhas da obra de requalificação da vala do Papá Wemba e patrulham até a área do tio Mingo, por serem os pontos que fazem ligações às ruas para o mercado do Kicolo, ali os bandidos não brincam", alertou uma professora, moradora da rua do Jeremias.
"A polícia de vez em quando aparece, mas quando há assaltos eles demoram porque nem sequer carro têm, são obrigados a caminhar a pé e o bairro é muito grande, então que pelo tenham uma motorizada", pediram os moradores.







