Em Cacuaco: Paciente com tuberculose, "barriga d’água" e tala clama por ajuda
Um cidadão nacional, de nome Augusto Simão Zidala, de 58 anos de idade, residente na zona da Deolinda, bairro Belo Monte, município de Cacuaco, clama por ajuda por estar a passar por dificuldades de várias ordens, após ter sido diagnosticado com tuberculose e ascite.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku
A situação teve início no ano de 2024, quando surgiu uma ferida na perna
Ao acreditarem que se tratava de uma "mina tradicional" (tala), os familiares recorreram a tratamentos tradicionais.
"Mais tarde, levaram-me ao Hospital Maria Pia, onde fiquei internado durante cinco meses.
A hemoglobina estava muito baixa e precisei ficar internado desde Agosto do ano passado", narrou.
Depois, prosseguiu, teve alta porque a ferida começou a apresentar algumas melhorias.
No entanto, algum tempo depois, foi diagnosticado com tuberculose pulmonar e ascite, conhecida popularmente como “barriga d’água”, uma condição caracterizada pelo acúmulo anormal de líquido no abdómen, geralmente causada por doenças hepáticas, cardíacas ou infecções abdominais.
“No mês de Novembro do ano passado, tive que ser internado novamente no Hospital Maria Pia porque a barriga começou a inchar muito. Mas, por viver mais próximo do Sequele, fui transferido para o Hospital Heróis de Kifangondo. Desde que voltei para casa, a situação só tem piorado”, relatou emocionado.
“Preciso encontrar médicos que possam me ajudar a voltar a ser o que eu era antes, um trabalhador que sempre lutou para sustentar a minha família”, clamou o senhor Augusto.
A esposa do mesmo, Luísa Garcia, disse à reportagem do Na Mira do Crime que, desde que o marido ficou acamado, a família enfrenta inúmeras dificuldades, desde a falta de alimentos até a escassez de recursos financeiros para as consultas de rotina.
“Quando vamos às consultas, sou obrigada a carregá-lo às costas. A distância de casa até à via principal é muito longa. Vou andando, paro para descansar, e depois continuo até conseguir chegar à estrada”, explicou.
Ela acrescentou ainda que a situação se agravou após a residência da família ter sido assaltada, enquanto ela cuidava do esposo no hospital.







