Efectivos que entraram “por engano” serão obrigados a sair da corporação, garante Comandante-Geral da PNA
O Comandante-Geral da Polícia Nacional de Angola (PNA), Comissário-Geral Francisco Monteiro Ribas da Silva, esclareceu, nesta terça-feira (1), que os efectivos que entraram por engano na Polícia Nacional vão ser ajudados a sair da corporação.
Por: Laurentino Tchatuvela
O número um da Polícia Nacional, falava em Luanda aos Comandantes Provinciais, Municipais, de Esquadra e aos Educadores da corporação, tendo apelado ao reforço do espírito patriótico no seio dos efectivos, como força moral essencial para a autoridade, a orientação do comportamento e a fidelidade à missão institucional.
A orientação foi transmitida durante uma aula magna sobre “Patriotismo e Ética na Actuação Policial”, proferida no âmbito da cerimónia de lançamento oficial do Programa "Compromisso e Valor, Caminho para a Excelência Institucional", promovido pelo Ministério do Interior.
Realçou que o poder disciplinar do comandante deve ser exercido no momento certo e de forma oportuna.
“Existem cassetadas que devem ser dadas na hora. Se não exercermos o poder disciplinar de comandante no momento certo, poderá ser extemporâneo e deixará de produzir os efeitos esperados”, frisou.
O alta patente da PNA disse sublinhou que os processos disciplinares devem ser sancionados de forma célere, tendo referido que, num único mês, dão entrada no Comando-Geral um número considerável destes processos.
Sem citar dados concretos, o comandante afirmou que, segundo explicações internas, “há efectivos que entraram por engano”.
“O agente que desrespeita a ordem superior, usa a farda para proveito pessoal, se omite diante de injustiças e permite que a indisciplina se instale no seio das forças, demonstra desvio de conduta que deve ser corrigida de forma enérgica e veemente”, defendeu.
Ribas disse que tais comportamentos minam a confiança do cidadão, enfraquecem a cadeia do comando e ofendem a bandeira que juraram defender.
“O comandante que exerce o poder disciplinar com justiça, fortalece o patriotismo no seio das forças. As forças que obedecem com consciência honram o comandante e a pátria”, destacou, acrescentando que onde o comando é firme, o controlo é eficaz e a disciplina é respeitada.







