Falta intérprete - Tribunal da Comarca de Luanda volta a adiar julgamento de cidadão chinês julgado pelo crime de mineração de criptomoedas
O Tribunal da Comarca de Luanda, na pessoa do juiz da causa, Domingos Flevo, voltou a adiar, na manhã desta quinta-feira, 3 de Julho, o julgamento do processo número 0242/25, em que é arguido, Wu Yang, de nacionalidade chinesa, pelo crime de mineração de criptomoedas.
Por: Cambuta Vieira
O julgamento estava previsto para às 10 horas, desta quinta-feira, mas depois de passarem mais de duas horas, o juiz da causa, Domingos Flevo, pronunciou-se dizendo que "os Ministérios das Relações Exteriores e da Educação, até ao presente momento, não responderam o pedido de disponibilizar o tradutor".
Assim sendo, o julgamento não poderia seguir, uma vez que o arguido não entende a língua portuguesa.
O advogado de defesa, Hamilton Félix, pediu que o seu constituinte fosse colocado em liberdade, alegando existência de excesso de prisão preventiva, mas o juiz da causa rebateu que "o prazo máximo da prisão preventiva é de 12 meses, até à condenação na primeira instância".
Segundo o juiz, este prazo é alargado para 14 meses, quando se trata de crime punível com a pena de prisão superior no seu limite máximo a 5 anos, ou o processo se revestir de máxima complexidade conforme a previsão do artigos 283 número 01, alínea c), e número 02 do Código de Processo Penal."
O meritíssimo da causa, em acto contínuo, acrescentou que "o réu vai continuar em prisão preventiva por 1 ano e 2 meses, para prevenir o perigo de fuga e da continuação da actividade criminosa, porquanto existem fortes indícios de que o arguido, solto, possa dar continuidade à actividade ilícita.
A próxima sessão de audiência está marcada para o dia 24 do corrente mês.







