Mulher e filhos continuam a procura de jovem levado há três meses da sua residência no Zango por supostos agentes da Polícia
A família de Carlos Agostinho, de 36 anos de idade, residente no Zango 2, município do Calumbo, província do Icolo e Bengo, clama por ajuda após o jovem ter sido retirado de sua residência, há três meses, por supostos agentes da Polícia Nacional.
Por: Solange Figueira
Segundo explicação da mulher, Engrácia Agostinho, que recorreu ao Na Mira do Crime, a família dormia quando foi surpreendida por oito homens fortemente armados, que se identificaram como agentes da Polícia Nacional.
Depois de entrarem na residência, levaram duas televisões plasma, dois telemóveis e, sob fortes ameaças de morte, levaram consigo o dono da casa.
Depois da ocorrência, a esposa de Carlos apresentou queixa na Esquadra do Mindef, no Zango 2, mas até hoje, segundo ela, não houve qualquer avanço nas contas investigações.
De acordo com a esposa do desaparecido, os supostos agentes perguntaram inicialmente se o dono da casa se chamava José, ao que Carlos respondeu que não.
"Estou desesperada, já não sei onde procurar. Vivo com o Carlos há 14 anos e temos sete filhos. Ele sempre foi um pai amável e trabalhador, era camionista. Nunca tive nenhuma queixa sobre a conduta dele", reclamou.
Disse que no dia em que o levaram, ela e o filho mais velho do casal tentaram seguir os supostos polícias, "mas mandaram-nos ficar".
"Já percorremos esquadras, hospitais e casas mortuária, mas sem êxito. Ninguém nos dá resposta. Não sei o que está realmente a acontecer. Estamos preparados para tudo, vivo ou morto queremos que ele apareça", clamou.
"Os nossos filhos estão constantemente doentes devido à ausência do pai. Perguntam por ele a todo momento e eu não sei o que responder", lamentou.
"Estamos a clamar por socorro, três meses sem notícias é muita angústia. Não sabemos se ele está a comer, se está vestido, se tem frio”, disse desesperada.
A equipa de reportagem do Na Mira do Crime contactou por via telefónica o porta-voz da Polícia no Icolo e Bengo, intendente Euler Matari, que informou ter entrado em contacto com o novo comandante da Esquadra do Mindef, no Zango, e que o mesmo alegou que o caso continua sob investigação.







