Policiamento de Proximidade- Novo Comandante do Baia avalia questão de segurança pública na sua zona operativa
No âmbito do policiamento de proximidade, com um número de efetivo reduzido e uma patrulha em mau estado técnico, o actual comandante da esquadra do Baia, município do Sequele, província do Icolo e Bengo, Inspector, José Manuel Neto Coelho (Moreno), efetuou na manhã deste domingo, 06, auscultação em mais de 100 habitantes de diferentes bairros e arredores daquela circunscrição do Sequele, onde avaliou a questão de segurança pública
Por: Kihunga Bessa
Diante da presença daquele comandante, os moradores descontentes e inquietos apresentaram situações como ondas de criminalidade desde assaltos na via pública e residências, com recursos à armas de fogo, assim como crimes de abusos sexuais que ali ocorrem, e que aflige a comunidade.
Os habitantes, apontaram as zonas do triângulo e dos Kiabos como pontos mais críticos, onde os marginais se concentram com facões para atacar os transeuntes, sobretudo nos periodos das 18 horas em diante, e pedem maior atenção por parte das autoridades.
"Estamos totalmente abandonados e os marginais brincam a seu bel-prazer causando várias vítimas, porque não há nenhum posto policial nesta zona", disse Josefa Pedro, uma das moradoras do bairro Canjinji, há mais de cinco anos.
Aqueles habitantes, destacaram a falta de iluminação pública como um dos principais factores da criminalidade, devido a escuridão que se verifica, e faz com que os amigos do alheio se escondem nas esquinas para poderem cometer crimes.
Outra preocupação apresentada por Pedro Gonga, soba da Baia, é o jogo de batota por parte das mulheres que, segundo aquela autoridade tradicional, de certa forma tem incentivado o aumento da criminalidade.
No final, o porta- voz da polícia na província do Icolo e Bengo, Intendente, Euler Mataria, diz ter anotado todas as preocupações apresentadas, prometendo levar a mais alto, no sentido de vê-las resolvidas e apelas os moradores a ajudar a polícia a trabalhar, apresentando denúncias.
"Nós somos cegos diante de vocês que são os nossos guias, porque é necessário que nos ajudem a trabalhar para juntos devolvermos a paz e o sossego", concluiu.







