Caso está na PGR do Kilamba: Inquilinos mauritaninos recusam-se a abandonar estabelecimento comercial deixando proprietário nacional ao relento
Um cidadão que responde pelo nome de Jorge Simão, de 50 anos de idade, residente no município do Kilamba, bairro Vila Flor, defronte as Bombas da Pumangol, clama por socorro das autoridades judiciais, depois dos inquilinos de nacionalidade mauritaniana se recusarem a abandonar o seu estabelecimento comercial. Enquanto o processo número 1337 adormece na Procuradoria Geral da República, Simão e sua família arriscam-se a ficar ao relento.
Por: Cambuta Vieira
Tudo começou em 2020, quando o senhor Jorge, proprietário do estabelecimento comercial, localizado defronte as bombas da Pumangol, bairro Vila Flor, ractificou um contrato de renda com o cidadão de nacionalidade mauritaniana, identificado por Mohammed Vadel Joueid, no mês de Julho de 2020.
“No ano passado, nós fizemos uma nota prévia, anunciando que tão logo terminasse o contrato, não o renovaríamos, tendo Mohammed Vadel Joueid concordado”, fez saber a esposa do proprietário, Yara Manuela Talamaku de Carvalho Pedro.
Acontece que no princípio do ano, veio até Angola rescindir o contrato, tendo deixado o estabelecimento comercial sob comando dos seus conterrâneos, uma vez que ele parava mais no seu país, mas com a pretensão de saírem definitivamente em Abril, partindo para rescisão da renda.
"No dia 23 de Fevereiro do corrente ano, acordado e reconhecido no notário do Kilamba, nós rescindimos o contrato com Mohammed, na presença dos conterrâneos dele, com a pretensão de abandonarem o espaço até 30 de Abril", contou, afirmando que, de lá para cá, tem sido um calcanhar de Aquiles, porque os seus conterrâneos se recusam a deixar o espaço, alegando que o processo tem de ir ao tribunal e obrigaram os donos a aceitar a sua permanência no estabelecimento.
"Nós já não queremos pôr a loja na renda; até porque ele a transformou numa padaria e espaço de vanda de produtos alimentares, mas não estão a cuidar bem do espaço, por isso, a queremos de volta", retalhou.
Ela conta ainda que desde que esse processo começou em Fevereiro, o director da empresa Ango Real chegou a ligar, por duas vezes, para o seu esposo no período nocturno a dizer que "tem muitos amigos no país com imunidade de lava-lo ao tribunal; facto que deixou a família perplexa, porque não conhecem o respectivo director nem o espaço tem algo a ver com ele”.
Há duas semanas, nós pedimos-lhes para abandonar o espaço, porque pretendemos ocupá-lo, mas eles mantiveram-se relutantes e, como se não bastasse, depositaram valores na conta do dono do espaço. “Na passada quinta-feira, eles depositaram 3.000.000.00 (três milhões de kz) na conta bancária do meu esposo”, disse a senhora, acrescentando que os “ocupantes” alegam que pagaram mais 06 meses de renda.
Sem saber o que fazer nem para onde ir, mudaram-se para o estabelecimento em causa. "Nós carregamos as nossas coisas, porque não temos para onde ir”, justificou, lembrando que a Procuradoria Geral da República no município do Kilamba, que está com o processo, tem dado muitas voltas.
"Nós só queremos o nosso espaço, para fixarmos residência, nós estamos a implorar, por favor, nos deixem em paz", implorou.
A equipa deste Jornal deslocou-se até à PGR do comando municipal do Kilamba, onde foi nos informado que, neste momento, o juiz está com problemas de infelicidade, mas que, a acareação ficou para sábado, para se repor a legalidade.







