No Zango – Fiscalização “arruma” ruas da Dira e Sagres com encerramento de 40 estabelecimentos comerciais
As ruas da Dira e da Sagres são conhecidas como o ponto principal de lazer para os residentes do município de Calumbo e de outros municípios, não só do Icolo e Bengo, como também de Luanda. Porém, na manhã do dia 08 de Julho corrente, a Direção Municipal de Fiscalização e Inspecção das Actividades Económicas e Segurança Alimentar fez uma vistoria que culminou com o encerramento temporário de, pelo menos 40 estabelecimentos comerciais desde bares, restaurantes, lojas às farmácias, nas ruas da Dira e Sagres, que não estavam devidamente legalizados.
Por: Solange Figueira
Os empreendedores e vendedores dizem não estar surpreendidos com o encerramento dos estabelecimentos, porque, há 02 meses, a Administração do Calumbo fez uma campanha de sensibilização, pedindo aos comerciantes para legalizarem os espaços.
De acordo com Tina Machado, vendedeira da rua da Dira, a fiscalização não encerrou apenas os bares e restaurantes; foram fechadas também farmácias e lojas, por falta de documentos, como licença de bares, boletim de sanidade dos funcionários e falta de higiene, salientando que a multa varia em função do grau de ilegalidade de cada um. “Eu, por exemplo, paguei 126 mil kwanzas, mais 32 por reabrir o estabelecimento sem autorização”.
Quem ficou confuso com a medida é o senhor Galei, educador e dono de um dos bares na rua da Sagres, que disse que tratou a licença do bar em 2024, bem como a certidão comercial, mas mesmo assim, fecharam o seu bar sem uma explicação plausível. “A administração do Calumbo têm uma falsa informação e pensa que nadamos em rios de dinheiro, o que não é verdade”, desabafou, salientando que ficaram um mês sem poder vender, o que afectou muito os seus negócios.
Os estabelecimentos têm licenças com validade de 3 anos, e ele tratou em 2024, pelo que ainda está dentro do prazo. “Mesmo assim, encerraram o meu estabelecimento", atirou.
Enquanto isso, Márcia João, comerciante, alega que por causa do encerramento, teve baixas muito grandes no seu negócio. "Arrendei aqui um restaurante, há um mês, ainda não consegui tirar o dinheiro investido; mesmo assim, foi encerrado”, frisou, mostrando-se confusa com o facto de haver bares que não foram fechados e estão a vender normalmente.
“Não somos ricas, dependemos dos negócios para alimentar nossos filhos”, alertou.







