Cidadã rapta bebê de 03 dias e é detida pela polícia no bairro Popular
Efectivos do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), em Luanda, afectos ao Serviço Municipal de Investigação de Ilícitos Penais (SMIIP) da Maianga, colocados no Núcleo de Investigação de Ilícitos Penais (NIIP) da esquadra do Neves Bendinha, detiveram neste sábado, 12, uma cidadã de nome Eliza Mukeba Pascoal, de 29 anos de idade, vendedora, acusada de sequestro de um bebê de três dias, cuja mãe é Luzia dos Santos Manuel, de 32 anos de idade.
Por: Laurentino Tchatuvela
O ocorreu no bairro Popular, rua Cidade de Beja, na via pública, por detrás do Colégio Josiyldi, quando a lesada, depois de ter dado entrada na Maternidade Lucrécia Paim, onde ficou internada desde o passado dia 09 até dar à luz a uma criança do sexo masculino, teve alta hospitalar.
A lesada tencionava sair sozinha para ir ao encontro dos seus familiares, que supostamente estavam fora da maternidade, mas foi impedida por um agente da autoridade. Ela insistiu e, naquele instante, a acusada, oportunamente, ofereceu-se para ajudá-la a fazer a travessia para o outro lado da estrada.
Ao não encontrar os parentes, a acusada, fazendo-se passar por solidária, ofereceu 500 Kwanzas à lesada para pagar táxi, mas, repentinamente, mudou de ideia, manifestando a intenção de acompanhá-la até à sua residência.
Seguindo para a casa da lesada, subiram num táxi e desceram na pedonal junto ao Velório Provincial. A acusada, já com a criança ao colo, aproveitou-se da fragilidade e limitação da lesada, que apresentava enormes dificuldades para caminhar ao longo da referida pedonal, apressou-se com a intenção de escapar com o recém-nascido de apenas três dias.
Quando a lesada deu conta, a acusada já tinha desaparecido do seu alcance. Preocupada e inconformada com a situação, passou a pedir auxílio, procurando saber junto de algumas pessoas que ali passavam, se tinham visto a acusada com o seu bebê.
Na ocasião, os agentes da ordem da Esquadra do Neves Bendinha, que estavam em patrulhamento apeado, ao tomarem conhecimento da situação, levaram a cabo diligências e encontraram a acusada na rua acima citada, com a criança, seguindo caminho para a rua Senado da Câmara.
Questionada, a acusada, sem rodeios, foi confessa, justificando que não tem filhos e que perde muitos companheiros, pelo facto de não conseguir engravidar.







