Centenas de manifestantes marcharam em Luanda para protestar a subida do preço do combustível e o custo de vida
Centenas de manifestantes em Luanda, marcharam neste sábado, 12, de forma ordeira, do mercado do São Paulo até ao Largo 1º de Maio, porém, foram impedidos pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR) de prosseguir com a marcha que visava contestar o aumento do serviço de táxis colectivos, bem como o aumento do preço do combustível e o custo de vida, quando chegaram junto à praça da Independência, no 1° de Maio.
Por: Na Mira do Crime
Os manifestantes concentraram-se no mercado do São Paulo, onde teve o tiro de largada, e a seguir, quando o relógio marcava 13 horas, percorreram a Avenida Cônego Manuel das Neves, passando pelo Zé Pirão até ao Largo 1º de Maio, Local onde encontraram um cordão de vários efectivos da PIR.
Já no Largo 1º de Maio, a polícia exigia com que os manifestantes se afastassem do contingente dos efectivos da PIR e dessem uma distância de 10 metros, os contestatários viram-se "traídos", visto que o destino da marcha era chegar até ao Largo da Maianga, onde tencionavam ler um manifesto escrito pela organização.
Entretanto, de forma ordeira sem violência não aceitaram recuar.
No entanto, a Polícia de Intervenção Rápida viu-se desafiada, e logo a seguir lançou várias granadas de gás de lacrimogéneo, a fim de dispersar a moldura humana que se encontrava concentrada no Largo da Independência.
Segundo dados colhidos pelo Na Mira do Crime, houve muitos feridos graves entre os manifestantes, e foi ainda ferido um deputado da bancada parlamentar da UNITA que se encontrava entre os contestatários.
Durante a marcha pacífica, a polícia efectuou vários disparos, a fim de dispersar a moldura humana considerável que aí que estava para contestar a subida do preço do táxi, que passou de 200 a 300 kwanzas, bem como o preço do combustível.
A multidão foi dispersada, cada grupo refugiou-se em ruas diferentes da cidade de Luanda, e, por outra, alguns foram detidos durante a contestação.
A polícia fez várias barreiras, com o objectivo de fechar as vias e evitar com que as viaturas que seguiam os seus percursos normal não passassem, para não criar um caos. No entanto, assim que foram afastados do casco urbano, foram retiradas todas barreiras e abertas as vias.







