Sem devolver bens roubados- Autoridades no Calumbo acusadas de soltarem marginais 24 horas depois da detenção
Marginais, no bairro Floresta, município do Calumbo, intensificaram as suas acções, viradas principalmente em assaltos e vandalismo. A polícia, não raras vezes, faz o que pode para travar essa onda de assaltos, principalmente em residências, mas quando os marginais são detidos num dia e postos em liberdade no dia seguinte, a população reage a seu jeito para se defender.
Por: Solange Figueira
Para se ter uma ideia, na última quinta-feira, 17, no Bairro Floresta, a família Cununo estava de viagem e os marginais entraram em sua casa, levaram portas, louça, sanitas e uma tampa do tanque de água.
No dia seguinte, uma das filhas, que vive perto da casa dos pais, decidiu ir fiscalizar a casa. Para sua surpresa, encontrou a casa vandalizada e assaltada.
Ela pediu socorro aos vizinhos, um dos quais viu dois jovens do bairro venderem um portão. No mesmo momento, conseguiram apanhar os jovens e foram levados para a esquadra do Capapinha, onde foram detidos.
Um dos jovens detidos identificado por Mauro Pinha, confessou o crime e decidiu colaborar com a polícia, mostrando as pessoas a quem venderam os artigos roubados.
Segundo Victor Cununo, irmão da dona da casa, ele acompanhou a sobrinha juntamente com os vizinhos a capturar os marginais. Estava presente na esquadra quando os dois foram detidos.
"Os marginais disseram que estavam disponíveis para mostrar onde e a quem venderam as coisas. No entanto, os agentes disseram que estavam sem carro, pelo que a família lesada teve de voltar para casa a fim de arranjar um carro pessoal", explicou.
"Regressamos à esquadra no dia seguinte, mas, para nosso espanto, os jovens tinham sido soltos sem nos darem conhecimento, sem eles mostrarem as coisas que roubaram", contou.
Maria Cununo, a sobrinha, conta que, no dia seguinte, antes de ir para a esquadra, viu um dos jovens na rua.
"O meu tio, como estava de carro, foi primeiro para a esquadra, eu fui depois. No caminho, vi um dos jovens a circular no bairro, chamei-o e ele respondeu que foi solto. Quando cheguei à esquadra, perguntei se o combinado era eles mostrarem onde e a quem venderam as coisas, mas a polícia respondeu que quem solta é o Ministério Público", explicou, mostrando-se confusa por não saber como reaver os bens roubados.
"Sinto-me em perigo, por viver no bairro e os marginais estarem a circular livremente", apontou.







