Erro de fabrico de botijas? - População preocupada com aumento de vazamento de gás de Cozinha
Há vários meses, a população vem reclamando das botijas que estão constantemente a vazar gás, o que representa um perigo que pode causar incêndio. Este crescente vasamento apanhou de surpresa tanto os revendedores como o consumidor final. Há quem decidiu dar uma explicação de como contornar essa situação.
Por: Solange Figueira
O gás butano é um dos componentes do gás de cozinha. Também conhecido como GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), o seu vazamento ocorre quando é usado como combustível em fogões e aquecedores, donde escapa de forma não controlada de suas fontes de armazenamento ou tubulações. Este escape pode ser detectado pelo cheiro.
De acordo com Sónia Clementina, a única forma que encontrou de protecção é sobrepor um bloco ou pedra em cima da botija de gás. "Não sou a única pessoa que faz isso, as minhas vizinhas também o fazem, não temos opção, a não ser colocar os blocos", explicou, referindo que depois de comprar a botija, e deu conta do vazamento de gás, no dia seguinte, foi para a loja onde comprou, mas o vendedor disse que não pode fazer nada, porque é apenas um revendedor, também comprou assim dá fonte.
"Há dois meses, todas as botijas que compro vazavam gás, isso é um perigo muito grande. Vivemos com crianças, corremos o risco de incêndio em casa. A Sonangol tem que resolver este problema", recomendou.
Joaquina Manuel conta que há 3 meses que usa uma pedra por cima da botija. "O que estamos a viver é muito grave. Na minha casa, só eu é que posso ligar e desligar a botija de gás. No primeiro mês em que a minha botija começou a vazar gás, só fez 15 dias e o gás acabou. Comprei dos moto-taxistas que zungam no bairro, mas não aceitaram trocar", disse, salientando que teve que perder dinheiro e comprar outro gás.
Às vezes, acrescentou, saem e deixam as crianças sozinhas. "Temos medo de elas se queimarem num incêndio que pode acontecer por causa do vazamento de gás. Ficamos de mãos atadas, sem saber onde recorrer", afirmou.
A nossa equipa de reportagem deslocou-se até a uma das lojas revendedoras de gás, na Ávila Alice, na famosa Macambila, a fim de receber algum esclarecimento dos vendedores. Falou com o Senhor Esmael Casola, responsável da Loja Revendedora de Gás Kibuela Hembefer, que diz que tal facto acontece pelo facto dos consumidores usarem redutores falsos ou não adequados para as botijas de gás da Sonangol.
"Nós, como vendedores, aconselhamos as pessoas a comprarem redutores originais, que se regulam. Temos recebido várias reclamações de botijas que vazam gás. Aqui, na nossa loja, quando nos deparamos com esta situação, trocamos as botijas. O que a população não sabe é que recebemos por dia 50 botijas de gás estragadas, semanalmente somam 350 botijas. Na distribuidora, que é a Sonangol, há um livro onde temos feito as reclamações. Eles orientam que a botija de gás, tão logo é comprada, deve ser ligada no redutor. As válvulas, que são as borrachas pretas, devem ter contacto com o redutor logo que a botija chega à casa", disse, considerando muito perigoso as pessoas usarem pedras e blocos.
"Não aconselhamos, é algo fatal e pode causar um incêndio. Se a botija estiver a vazar gás, é melhor que se troque", recomendou.







