Tragédia no meio do protesto que se pretendia pacífico - Confronto entre PIR e manifestantes termina em 05 mortos e feridos por contabilizar
A manifestação, que tem como objectivo exigir a redução do preço do gasóleo, da gasolina e o preço dos transportes públicos e colectivos (azuis e brancos) iniciou de forma pacífica, mas, no seu primeiro dia, terminou em tragédia. Nesta tarde, o balanço feito pelas autoridades é sangrento, havendo registo de pelo menos cinco mortos, um dos quais uma mulher que perdeu a vida enquanto protegia a sua filha de aproximadamente 2 anos, que ficou gravemente ferida no rosto.
Por: Luís Manassa e Zacarias Muambongue
Segundo dados disponíveis, dentre os mortos, confirma-se também a de um agente da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), durante um dos confrontos violentos com a população.
O clima, inicialmente calmo, mudou rapidamente após a chegada de um contingente da PIR, enviado para conter o avanço dos manifestantes nos bairros Rocha Pinto, Filício, Golfe 2, que segundo relatos de testemunhas e imagens compartilhadas nas redes sociais, o confronto se intensificou por volta das 10 horas, quando manifestantes começaram a lançar pedras e montar barricadas nas principais vias de acesso.
A resposta da PIR foi notória com o lançamento de gás lacrimogêneo, balas de borracha, água quente e, posteriormente, o uso de balas reais, facto que agravou dramaticamente a situação.
Pessoas de má fé aproveitaram a desordem para saquearem vários supermercados, lojas, preferencialmente de telefones, computadores, de bebidas e de frescos.
Entre os episódios mais chocantes está o da jovem mãe que foi morta e da criança de 2 anos que foi gravemente ferida, sendo que até ao momento ainda não foram identificadas. A criança sofreu ferimentos graves no rosto, enquanto a morte da mulher foi confirmada ainda no local, segundo testemunhas que tentavam prestar os primeiros socorros debaixo do fogo cruzado.
Um agente da PIR, cuja identidade ainda não foi oficialmente revelada, foi atingido por projécteis improvisados lançados por manifestantes, segundo fontes que presenciaram o ocorrido. As mortes ocorreram durante a tentativa de dispersão forçada em uma das ruas laterais do bairro Rocha Pinto, onde os protestos haviam se espalhado.







