Centenas de trabalhadores do CFM manifestam-se no Lubango por melhores condições laborais e salariais
Centenas de trabalhadores do Caminho de Ferro de Moçâmedes (CFM), de diversas áreas provenientes das províncias do Namibe, Huíla e Cubango, realizaram uma manifestação nesta quarta-feira (30), em frente às instalações do CFM, na cidade do Lubango, província da Huíla. O protesto visou reivindicar melhores condições de trabalho e salariais, entre outras exigências.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
Hernán Firmino, da primeira comissão sindical, esclareceu que a greve teve início na segunda-feira (28).
“Reafirmamos o nosso compromisso em buscar soluções por meio do diálogo e da negociação justa”, declarou.
Firmino destacou ainda que estão cientes do impacto que a greve pode causar, tanto para os trabalhadores quanto para a comunidade que depende dos serviços prestados.
Acrescentou que todos estão abrangidos pelo presente pré-aviso da greve, a ser concretizado nos seguintes termos, reivindicar melhorias significativas em nossas condições de trabalho e remuneração justa.
Avançou ainda a garantia do fornecimento adequado de equipamentos de protecção individual em conformidade com as normas de segurança e saúde ocupacional.
Proporcional transporte seguro e acessível para os trabalhadores, especialmente para aqueles que trabalham em turnos, implementar programas de saúde ocupacional, exames médicos regulares e cuidados preventivos para garantir a saúde e o bem-estar dos trabalhadores. Valorizar o tempo de serviço dos trabalhadores, reconhecendo a dedicação e a experiência adquiridas ao longo dos anos.
Pagamento dos subsídios conforme o estipulado na lei geral do trabalho, o não pagamento em tempo certo dos salários, o não cumprimento do pagamento dos 75% sobre o salário.
A greve abrangerá dos os estabelecimentos e serviços permanentes à empresa do (CFM) EP, e ocorrerá em duas fases, sendo que a interpolação dos serviços durante às horas úteis e normais de trabalho nesa empresa, especificamente do dia 28 de julho, à 08 de agosto do ano em curso, no horário das 07:00 em diante.
Por tanto, durante a greve fica apenas o comboio suburbano/Lubango que estará em serviço em todos seus horários normais.
Assim sendo ficam paralisados nesta primeira fase os seguintes serviços, comboios mistos Lubango/Menongue, comboios mistos Lubango/ Tchamutete, comboios de passageiros Lubango/Menongue, comboios mistos Namibe/Bibala e comboios de mercadorias.
Os trabalhadores pedem a exoneração do presidente do conselho de administração do CFM bem como de outros elementos que integram a sua direcção, por má gestão.
O director de Comunicação Institucional e Imprensa do Caminho de Ferro de Moçâmedes, Yuri Futi, reconheceu que a greve é um direito consagrado constitucionalmente, desde que sejam observados todos os pressupostos legais que regulam a sua realização.
Entretanto, segundo o responsável, o Conselho de Administração da empresa tem prestado especial atenção às manifestações promovidas por alguns trabalhadores, sobretudo no que diz respeito à política salarial. Yuri Futi afirmou que têm sido envidados esforços para, primeiramente, aumentar a operacionalidade da empresa e, consequentemente, proporcionar melhorias salariais a todos os funcionários.
De acordo com o responsável, a empresa enfrenta alguns entraves operacionais, com destaque para a inoperacionalidade de várias locomotivas e a degradação de materiais rebocados, como vagões e carruagens.
Estes factores, explicou, têm contribuído significativamente para a redução da capacidade produtiva e das receitas da empresa.
Yuri Futi informou ainda que têm sido realizados encontros regulares com os trabalhadores e com a comissão sindical, mensalmente e trimestralmente, com o objectivo de apresentar relatórios e esclarecer todos os assuntos relevantes, garantindo assim que os trabalhadores tenham acesso directo às informações sobre a situação da empresa.







