Luanda: SIC liberta menores detidos por tumultos em protestos contra paralisação dos táxis
O Serviço de Investigação Criminal (SIC) restituiu, na tarde desta sexta-feira, 1 de agosto, a liberdade a cerca de 20 menores de idade detidos pelas forças da ordem no município de Cacuaco, por envolvimento nos tumultos registados entre os dias 28 e 30 de julho, durante manifestações contra a paralisação da corrida de táxi e a subida do preço dos combustíveis no país.
Por: Alfredo dos Santos Talamaku e Kihunga Bessa
O acto decorreu no Comando Municipal da Polícia nacional em Cacuaco e foi presidido pelo porta-voz do SIC-Geral, superintendente-chefe Manuel Halaiwa, que, durante a cerimónia, conversou de forma pedagógica com os pais dos menores, na presença de advogados, apelando aos tutores a manterem maior responsabilidade no controlo e acompanhamento dos seus educandos.
Manuel Halaiwa sublinhou que, após um trabalho conjunto entre o SIC e o Ministério Público, os menores foram encaminhados à Sala de Justiça Juvenil, onde foram formalmente entregues aos seus familiares, tratam-se de adolescentes com idades entre 12 e 15 anos, incluindo três do sexo feminino, detidos por alegada participação em actos de vandalismo e pilhagem de bens públicos e de alguns estabelecimentos comerciais.
“Estiveram aqui os familiares para o acto de recepção dos menores, que agora vão reintegrar-se no seio familiar. Porque é na vida familiar que reside a responsabilidade de cuidar dos menores, é a família que tem o dever de educar, acompanhar e proteger as crianças”, explicou o oficial.
Halaiwa acrescentou que o SIC continua com as investigações relacionadas com os tumultos, e garantiu que vários cidadãos já foram identificados e deverão ser responsabilizados criminalmente.
O advogado João Morais, representante da Ordem dos Advogados, condenou os actos de vandalismo, saque e pilhagem. Contudo, salientou que, mesmo na condição de detidos, os direitos dos cidadãos devem ser respeitados e devidamente garantidos.
“A Ordem dos Advogados montou um plantão em todos os comandos e tribunais e, até agora, graças à nossa presença, os direitos estão a ser salvaguardados, no entanto, até prova em contrário, alguns dos detidos são inocentes”, defendeu.







