Jovem Morto pela Polícia: Família Pede por Ajuda para Realizar o Funeral
Tudo aconteceu na passada terça-feira, no Bairro 11 de Novembro, segundo dia da greve que culminou com atos de vandalismo. O jovem, que em vida chamava-se Fernando Menezes, de 28 anos de idade, residente do Bairro Campo Escola, às 10 horas da manhã estava a passar pela via pública, quando de repente foi alvejado com um tiro no abdômen por polícias que estavam a dispersar a população.
Por: Solange Figueira
De acordo com testemunhas que estavam no local, depois de o malogrado ser atingido, o carro da Patrulha da Polícia levou-o até ao Hospital Geral de Luanda, onde o mesmo, depois de várias horas sem socorro, acabou por sucumbir.
Teresa Francisco, mãe do falecido, clama por ajuda, alegando que a família não tem condições para enterrar. "O Fernando trabalhava na Empresa de Recolha de Lixo Elisal, ele não era marginal, não participava em manifestações, não estava incluído no grupo de vândalos, estava apenas a passar. Deixou filho e esposa grávida de 3 meses. A Polícia nos deixou no Hospital Geral de Luanda, fomos abandonados. Ele foi baleado às 10 horas, deixaram-no na urgência sem ser socorrido até às 18 horas, quando veio a falecer, não foi tocado por nenhum enfermeiro ou médico. Isso é muito triste, estamos abalados com esta situação, precisamos de ajuda para enterrar o meu filho, por isso pedimos apoios."







