"Ocuparam as nossas vagas": Mais de 900 ex-militares licenciados há mais de um ano para Polícia denunciam que estão a ser 'atirados' nas empresas de seguranças
Mais de 20 ex-militares das Forças Armadas Angolanas (FAA), licenciados há mais de um no processo de transição para a Polícia Nacional, concentraram-se em Luanda, defronte o Quartel do Exército, na manhã desta segunda-feira, 04, para manifestarem o seu descontentamento pelo facto de continuarem sem enquadramento, e exigem solução rápida tanto ao Ministério da Defesa quanto ao Ministério do Interior.
Por: Kihunga Bessa
Em nome do coletivo, José António de Sousa, informou aos microfones do Na Mira do Crime que são mais de 900 elementos dividos em diversas províncias, nomeadamente Luanda, Bengo, Lunda Norte e Malanje que foram licenciados desde 09 de Outubro de 2023, sob coordenação do tenente coronel Cabanga, chefe de pessoal e quadros,
Informou que, depois do licenciamento aguardavam a colocação por via legal, através de vários exames que foram submetidos, mas infelizmente foram tidos como reprovados.
"As coisas não correm bem, nós ficamos porque não temos ninguém para nos ajudar e isso deixa-nos tristes e preocupados", desabafou, salientando que, para ingressarem nas Forças Armadas não precisaram tantas voltas e nem reprovaram, diferente do que se regista no processo de transição para Polícia Nacional.
Segundo os reclamantes, o que lhes deixa preocupado até agora são às pessoas que "preencheram as suas vagas".
"Estamos em casa, já recorremos em vários sítios, remetemos vários documentos em busca de soluções, mas não somos tidos nem achados", lamentaram.
O militar, acrescentou que estão a ser informados que serão enquadrados em empresas de seguranças, situação que os deixa ainda mais tristes e totalmente revoltados e clamam pelos órgãos de tutela no sentido de solucionar o problema.







