Com 152 pacientes 59 dos quais atingidos por balas – Hospital Geral de Luanda faz balanço positivo no tratamento das vítimas da greve de taxistas
Após os três dias de greve dos taxistas, que resultou em actos de vandalismo, pilhagens e mortes, a equipa deste jornal deslocou-se, na tarde desta terça-feira, 05, ao Hospital Geral de Luanda, onde manteve contacto com o seu director clínico, Álvaro Sobrinho que, ao fazer o balanço, disse que o hospital recebeu um total de 152 pacientes, sendo que 59 por ferimento de projécteis de arma de fogo, 42 por agressão física e 41 por armas brancas.
Por: Cambuta Vieira
De acordo com o director clínico, o hospital registou uma baixa intra-hospitalar de 05 casos de óbito, 02 intraoperatórios, 01 que evoluiu a óbito no período de 48 horas após intervenção cirúrgica e 01 no período de 72 horas depois.
“Tivemos dois menores de 02 e 04 anos de idade, que foram atingidos superficialmente por disparos de arma de fogo na região do ombro, sem precisar de internamento, e tiveram altas horas depois. Neste momento temos alguns pacientes internados com trauma encefálico e temos também 04 pacientes que vão para a cirurgia nos próximos dias”, informou.
O responsável fez saber também que, “naquele fatídico dia”, os pacientes eram trazidos pela ambulância dos serviços policiais, INEMA, patrulheiros da polícia, alguns pela própria família e um caso insólito de um cadáver que foi trazido pela cruz vermelha.
"Já no segundo dia, nós recebemos os pacientes de duas em duas horas, os feridos tinham sido mais atingidos nas pernas e nas coxas, e nenhum doente aguardava por mais de dois minutos, porque nos preparamos para tal", disse.
Salientou que o hospital estava preparado; havia carros com materiais suficientes. “Colocamos 30 macas logo na entrada do banco de urgências para todos os efeitos; o plano de contingência é o nosso dia-a-dia até os médicos pediatras ajudaram-nos”, reforçou.
O director realçou que uma das ambulâncias foi apedrejada, mas sem danos avultados, porque o motorista teve que esconde-la, enquanto do outro lado do hospital, havia um grupo de jovens que tentava vandalizar um dos portões, mas que foi impedido por dois patrulheiros da polícia e do Serviço de Investigação Criminal.







