Sob TIR: Juiz de Garantia restitui liberdade a cidadãos capturados pela polícia em Cacuaco quando seguiam viagem numa viatura com um "bandido" armado tido como altamente perigoso
Três cidadãos nacionais nomeadamente, Sebastião Manuel (Dez), de 30 anos de idade, Angelino Cahanga (La Costa), de 27 anos de idade, e Ngombo Pedro (Guelor), de 35 anos de idade, foram restituídos à liberdade, nesta terça-feira, 05, depois ficarem cerca de 10 dias detidos injustamente depois de serem acusados por marginais de co-participarem em assaltos em residências com recursos a armas de fogo, nos bairros Paraíso e Pedreira, município de Cacuaco
Por: Kihunga Bessa
Recentemente, o Na Mira do Crime fez referência, da detenção de cinco supostos marginais identificados por "Tatotita", "La costa", "Guelor", "Dez", "Wi Zara", com idades entre 22 e 37 anos, supostos integrantes do grupo de bandidos "Talifodé", principais suspeitos de terem assaltado residências no bairro Paraíso, que haviam sido detidos por agentes da Polícia Nacional, colocados na esquadra daquele bairro afectos ao Núcleo de Investigação de Ilícitos Penais (NIIP), órgão afecto ao DIIP, que estavam a ser acusados de alvejar uma vítima com tiro de AKM durante um assalto.
Seguindo a operação, dez dias depois de soltos, em declarações exclusivas a este jornal, um dos acusados morador no município do Cazenga, informou que ele e mais dois elementos eram inocentes e simplesmente foram detidos no interior de uma viatura na zona da Shoprite, no referido dia, quando seguiam viagem para os seus locais de serviço.
Acrescentou ainda que, na altura, os agentes da Polícia Nacional afectos à esquadra do bairro supracitado, seguiam os marginais através de rastreio telefónico e, posto na Shoprite, abordaram a viatura onde se encontravam com um dos meliantes, "Tatotita", que foi encontrado com armas de fogo do tipo AKM no interior de sua mochila.
Relatou que depois de serem abordados os três inocentes, também foram retirados da viatura por serem os mais jovens que aí estavam e, consequentemente, foram agredidos para que falassem a verdade.
"Nós explicamos que éramos inocentes, apenas seguimos viagem para os nossos locais de serviço, mostramos os nossos passes inclusive, o outro estava com o equipamento de trabalho e eu com os comprimidos porque estava a me recuperar de uma doença, mas ainda assim a polícia não entendeu", disse.
Sublinhou que depois de retirar o meliante da viatura, diante das agressões este indicou os três como parte da quadrilha, acrescentando que os outros estavam na zona do São Paulo.







