População manifesta-se contra a ausência de PT e pontos de água potável em alguns bairros da Matala
Membros da sociedade civil realizaram, neste sábado, 16, uma manifestação contra a ausência de Postos de Transformação (PT), falta de alargamento da rede de postos de iluminação pública, a insuficiência de água potável, entre outras carências que a população há muito tempo reclama no município da Matala, província da Huíla.
Por: Laurentino Tchatuvela (Huíla)
De acordo com o porta-voz da manifestação, Calamidade Verbal, falando em exclusivo ao Na Mira do Crime, sublinhou que exigem com urgência a instalação de um PT no bairro Km 15 o alargamento da rede de postos de iluminação pública até ao bairro Km 9 e ao mercado municipal.
O porta-voz esclareceu ainda que a população reivindica à Administração Municipal da Matala a expansão das ligações domiciliares de água potável nos bairros que não foram abrangidos, bem como defendeu a necessidade de maior transparência na gestão dos recursos de todas as unidades hospitalares, com especial destaque para o Hospital Municipal, no que diz respeito ao atendimento, recursos humanos, assistência médica e fornecimento de medicamentos.
"Saímos às ruas para expressar o nosso descontentamento, sobretudo em relação ao bairro Km 15, com uma população estimada em cinco mil habitantes, que desde a independência de Angola nunca beneficiou de energia eléctrica", reclamaram.
Os moradores questionam esta exclusão, considerando que as linhas de transporte de energia eléctrica passam pela região, saindo da Matala em direcção ao Quipungo”, frisou o porta-voz.
A comunidade referiu ainda que o acesso à energia eléctrica é um bem essencial para o funcionamento de serviços básicos e pode contribuir para a redução dos índices de delinquência, entre outros problemas sociais.
Calamidade Verbal realçou que, no bairro Km 15, já existe um posto de saúde e uma escola com condições mínimas de funcionamento, mas a ausência de energia eléctrica tem sido sistematicamente ignorada pelas autoridades, em prejuízo da população.
No que diz respeito à iluminação pública, o porta-voz destacou que a situação na cidade da Matala deve ser urgentemente revista, uma vez que a ausência de luz no bairro Km 9 agrava a insegurança e potencia a ocorrência de assaltos à mão armada, sobretudo durante a noite.
Quanto aos serviços prestados pelo Hospital Municipal da Matala, os manifestantes defenderam que devem ser mais transparentes, em recursos humanos e credíveis, exigindo maior disponibilização de medicamentos, melhores condições de trabalho e maior profissionalismo por parte dos técnicos de saúde, além de mais meios técnicos para garantir respostas eficazes à população.
Calamidade Verbal recordou ainda que esta unidade sanitária recebe uma verba anual superior a 105 milhões de kwanzas, conforme informação avançada pelo director do Hospital Geral da Matala, Domingos Zangão, num encontro realizado com a comunidade do Km 15.
“Embora o valor não seja suficiente para resolver todos os problemas, é possível colmatar diversas carências, sobretudo na aquisição de medicamentos, combustível para as ambulâncias e melhoria das condições dos trabalhadores, desde auxiliares de limpeza até ao corpo clínico.
É necessário que a direcção do hospital, a administração municipal da Matala, o Governo Provincial da Huíla e o próprio Governo Central revejam esta situação”, frisou o porta-voz.







